Ergonomia e envelhecimento 7

28/02/2008 - 18:37 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 7

Algumas ocorrências possíveis com o envelhecimento…

– Movimentos limitados

– Amplitude de movimentos comprometida

РDesgastes de articula̵̤es gerando limita̤̣o e leṣo

– Tempo de resposta (reflexo) diminuído

РViṣo defasada, podendo at̩ influenciar nas posturas corporais (a partir dos 40 anos)

– Perda de Memória

РDificuldades de Comunica̤̣o

РDificuldades de Alimenta̤̣o

– Maior risco de fraturas, principalmente nas mulheres

– Aumento da dificuldade na gestão de várias tarefas simultâneas

– Maior dificuldade na aprendizagem de dados codificados ou simbólicos

Porém, as limitações físicas muitas vezes podem ser superadas pelas aptidões geradas com a experiência.

O envelhecimento é um fenômeno contínuo na vida das pessoas, mas que pode ter manifestações em parte descontínuas. As dificuldades daí decorrentes podem se manifestar em diferentes idades, segundo as condicionantes das situações da vida e de trabalho. Pode-se ser “mais ou menos velho” em relação a uma determinada situação de trabalho, mas é possível evitar certas dificuldades, devidas ao envelhecimento, agindo-se sobre os meios de trabalho.

As questões relativas ao envelhecimento não podem ser abordadas unicamente em termos de uma “determinada população”: os trabalhadores idosos. Precisamos refletir sobre um aspecto dinâmico e de antecipar as relações entre a evolução individual da idade de cada trabalhador com o futuro da empresa.

Esta antecipação deve se traduzir por influência sobre: a concepção dos meios de trabalho e a política de recrutamento da empresa.

Ao pensarmos a organização do trabalho devemos ter em mente que um trabalho, para trazer satisfação, deve privilegiar o homem enquanto ser, colocando-o no centro de sua existência. A Existência é sempre individual, subjetiva e, portanto, faz-se necessário ouvir as necessidades do trabalhador e não “supor” por ele. Somente ele é quem sabe do que necessita.


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Ergonomia e envelhecimento 6

27/02/2008 - 19:52 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 6

O envelhecimento nem sempre é incapacitante…

A serenidade de pensamentos, a sabedoria e o discernimento que só a idade nos traz faz destes indivíduos pessoas de extremo valor coorporativo.

A experiência adquirida no trabalho ao longo dos anos os capacita como mentores, gestores de trabalho, formador, capacitador, orientador para os mais novos, além de serem pessoas chaves para tomadas de decisões importantes.

E novamente a prevenção torna-se a melhor política de Qualidade de Vida Global.

E, quando se constata que a pessoa não atende mais os requisitos de determinada tarefa a ponto de estar aumentando os riscos de acidentes e até mesmo (porque não) a produtividade, está na hora de uma adaptação do Posto de Trabalho ou se isto não for possível uma re-alocação funcional. Buscar atividades onde “tais diferenças não façam tanta diferença” e se constituam em uma vantagem a mais, preservando assim o indivíduo e a empresa.


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Portal do Envelhecimento

26/02/2008 - 11:38 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 6

Cresce o número de notícias sobre a velhice e o envelhecimento. Para quem se interessa por esta área, sugerimos a navegação no site http://portaldoenvelhecimento.org.br/

Um site confiável, que tem como tarefa transferir notícias para os usuários e produzir outras informações que se tornam pauta para os meios de comunicação.


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Saber Viver…

25/02/2008 - 8:01 Por:

Categoria(s): Poesia

de Cora Coralina

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar


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Ergonomia e envelhecimento 5

25/02/2008 - 7:49 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 5

O envelhecimento é diferente para cada indivíduo…

As pessoas são sempre diferentes e cada ser humano é único. Difícil se dizer até que idade uma pessoa está apta a trabalhar ou não. Por vezes se encontram pessoas que consideraríamos novas que têm menos “pique” que um de mais idade. Neste caso creio que a idade foi usada como desculpa, justificativa. Sabe-se que com o passar dos anos algumas habilidades podem se comprometer pela diminuição dos neurônios. A pessoa tende a ter uma grande perda de acuidade visual aos 40 anos. Com o passar dos anos pode (depende da pessoa!) diminuir a rapidez e precisão dos movimentos, a coordenação motora, a elasticidade dos músculos e muito mais.

Cabe à empresa estar sempre verificando (encarregados, técnicos de segurança, médico do trabalho) até que ponto estes efeitos acontecem e como podem influenciar a pessoa dentro do trabalho.

Na realidade, se os trabalhadores idosos utilizassem os mesmos modos operativos para atingir um determinado objetivo que os trabalhadores mais jovens, eles teriam provavelmente dificuldades suplementares. Todavia, a experiência desenvolve um papel fundamental na elaboração de “procedimentos mais econômicos” que permitem ao idoso a execução de tarefas que mesmo pessoas mais jovens têm dificuldades em executar. É de máxima urgência que, cada vez mais, as empresas se preocupem com o sistema de organização do trabalho, para que os indivíduos possam “envelhecer profissionalmente”, com sentimento de dignidade e autoestima elevada.


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Ergonomia e envelhecimento 4

23/02/2008 - 7:22 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 4

Só os outros envelhecem? E nós? Não estamos envelhecendo a cada segundo que passa?

“Os mais velhos” vivem na luta constante pelo espaço na sociedade, pois os mais novos não se dão conta de que também serão mais velhos um dia.

Existe uma imagem dúbia de que é louvável se envelhecer com dignidade, mas é patente a limitação do espaço ativo para pessoas mais idosas.

É comum ainda hoje pessoas mais velhas confinadas ao lar tendo como verdade de que este é o destino dos mais idosos.

Muitos sentem que a vida está acabando, não têm tempo ou não dá mais tempo de fazer grandes coisas.

Estes se esquecem “de que para morrer basta estar vivo” e assim muitos anos de realização que podem estar por vir, também podem deixar de existir num instante para os mais jovens.

A queixa mais comum que se ouve entre os mais idosos é de que ele só trabalhou e não viveu.

Muitos idosos esquecem que possuem a escolha entre viver no isolamento ou ser ativo.

Esta realidade está se alterando progressivamente, pois muitos idosos hoje são ativos e exercem atividades remuneradas, seja ela formal ou informal e muitos também estudam.

Estão chegando à sábia conclusão de que ao invés de perder tempo lamentando mudanças é mais produtivo e prazeroso usar o tempo para celebrar e aproveitar a vida.


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Ergonomia e envelhecimento 3

22/02/2008 - 7:40 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 3

Aumentou a longevidade, mas a sociedade ainda não se preparou para isto…

Cada dia é mais comum se encontrarem pessoas jovens em corpos com mais idade.

A ciência a cada dia descobre novas maneiras de manter corpo e mente saudáveis mesmo com o passar dos anos.

Novos medicamentos permitem hoje, que homens de mais idade possam ser ativos sexualmente, podendo assim ocorrer à paternidade em idade mais avançada.

A expectativa de vida aumentou: hoje mulheres com 60 anos, viverão mais 15 anos, homens de 60 anos, viverão mais 16, de 65 anos, viverão mais 13 anos e de 70 anos, viverão mais 11 anos.

Em 2025 projeta-se que as mulheres com 60 anos viverão 22 anos mais, os homens de 60 anos, viverão mais 18 anos e os de 70 anos, viverão mais 12 anos e após os 85 anos os homens têm mais chance de viver que as mulheres.

Com as previsões de maior longevidade, a população idosa se tornará muito grande, tornando-se detentora das necessidades especiais.

É patente a necessidade da sociedade e das empresas se prepararem para estas ocorrências que demandarão uma estrutura diferenciada para manutenção do bem estar destes indivíduos.


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Ergonomia e envelhecimento 2

21/02/2008 - 6:58 Por:

Categoria(s): Doenças e problemas de saúde, Gerontologia, Qualidade de Vida

A ergonomia na adequação e prevenção de riscos gerados pelo processo de envelhecimento do ser humano no trabalho

Autora: Sylvia Volpi (professora de ergonomia e consultora do Instituto Brasileiro de Ergonomia – IBRAERGO).

Publicado na Revista Cipa nº 388

Parte 2

Envelhecer…

Envelhecimento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é definido como o término de um processo de alterações fisiológicas e psicológicas sofridas por todas as pessoas, as quais não podem ser interrompidas. Essas alterações funcionais, bioquímicas e psicológicas geram uma perda gradativa da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente. Com isso, o indivíduo que sofre o processo de envelhecimento está sujeito à incidências patológicas com maior intensidade e tem uma maior propensão a sofrer acidentes.

O envelhecimento é causado por diversos fatores, sendo estes intrínsecos ou extrínsecos. Não há comprovação científica de que estes fatores intervenham no processo de envelhecimento, mas podem contribuir para melhoria ou piora na condição de vida de cada indivíduo e cada um envelhece de maneira distinta.

Podem ser chamados de fatores intrínsecos: os Genéticos, pois determinam as condições fisiológicas de cada indivíduo e também a sua propensão a patologias; Radicais Livres, que podem provocar alterações orgânicas em decorrência de reações com enzimas, lipídeos, hormônios, entre outros; Imunidades Celular e Humoral, que declinam com a idade e pode provocar maior incidência de doenças. Os fatores extrínsecos são originados externamente, mas agem sobre o organismo humano. Estes fatores podem ser: Radiação, que deve ser analisada pela quantidade, tempo de exposição e idade; Altitude, em que locais mais altos podem ser prejudiciais à saúde de indivíduos com doenças pulmonares ou cardíacas; Temperatura, que pode ser desfavorável em condições extremas, ou seja, próximas a 50ºC ou 0ºC; Poluição, que pode provocar incidência de doenças pulmonares e Alimentação ao longo da vida.


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Reflexão da Símony…

20/02/2008 - 7:14 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Reflexão

… vejo que ao passar dos anos somamos cargas, que nos tornam cada vez mais responsáveis sobre os atos a tomar, mas não só no sentido de sermos adultos sérios, vai muito além, porque só podemos repassar aquilo que ficou expresso em nossos espíritos, que iremos eternizar. Aquela centelha que irradia quando nos deparamos com um indivíduo com seus 80 anos emanando alegria de viver, com tanta energia, garra, luz nos olhos… isso é puro reflexo do conteúdo deste ser.

No oriente, os indivíduos costumam cultuar os anciões com todo orgulho e respeito de terem próximo esses seres de luz, que com toda uma qualidade de vida, regrada e prazerosa, chegam tanto na marca dos seus 100 de idade…

Símony Lima – educadora física.


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O sentido dos sentidos: a educação (do) sensível

19/02/2008 - 6:18 Por:

Categoria(s): Educação, Sugestão de leituras

Semanalmente, disponibilizaremos sugestões de leituras para aquelas pessoas que queiram se aprofundar nas áreas relativas ao blog GeroVida: arte, educação, gerontologia, qualidade de vida e terapias complementares.

Sugestão de leitura 5

5) Para quem quiser estudar a relação entre sensibilidade e educação, sugerimos a leitura do livro “O sentido dos sentidos: a educação (do) sensível”, de João Francisco Duarte Júnior, Criar Edições Ltda, Curitiba, 2001.


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