Galileu Galilei

28/12/2017 - 11:02 Por:

Categoria(s): Arte, Curiosidades, Dicas, Reflex√£o

Perguntaram, certa vez, ao velho Galileu Galilei (1564-1642), importantíssimo homem de ciências italiano:

‚ÄúQuantos anos voc√™ tem?‚ÄĚ
Ele respondeu: ‚ÄúOito ou talvez dez‚ÄĚ, em evidente contradi√ß√£o com a barba branca que trazia no rosto. Logo em seguida, ele explicou sua resposta:
‚Äď Tenho, na verdade, apenas os anos que me restam de vida, porque os j√° vividos n√£o os tenho mais, do mesmo modo que tamb√©m n√£o tenho as moedas que j√° gastei.
Devemos, como Galileu, valorizar o tempo que nos resta e n√£o ficarmos lamentando o tempo que j√° passou.
E, se formos inteligentes, ‚Äúo tempo que nos resta‚ÄĚ pode ser, ainda, muito bem aproveitado.
Pense nisto e seja feliz!

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Idosos saud√°veis resistem mais ao calor

26/12/2017 - 12:41 Por:

Categoria(s): Dicas, Educação, Gerontologia, Qualidade de Vida

Os idosos s√£o mais vulner√°veis aos sucessivos recordes de temperatura registrados em diferentes partes do mundo nos √ļltimos anos, que induzem, por exemplo, a altera√ß√Ķes no mecanismo de controle da temperatura corp√≥rea, conforme apontam especialistas da √°rea de geriatria. Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina e do Instituto de Astronomia, Geof√≠sica e Ci√™ncias Atmosf√©ricas (IAG), da Universidade de S√£o Paulo (USP), constatou, contudo, que idosos saud√°veis s√£o capazes de tolerar um calor de 32¬ļC, por exemplo ‚Äď temperatura que representa um dia quente de ver√£o em S√£o Paulo ‚Äď, mantendo um bom desempenho cognitivo. Resultado de um projeto realizado no √Ęmbito do Instituto Nacional de An√°lise Integrada de Risco Ambiental ‚Äď um dos INCTs apoiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient√≠fico e Tecnol√≥gico (CNPq) no Estado de S√£o Paulo ‚Äď, o estudo foi descrito em um artigo publicado na revista Age, da Associa√ß√£o Americana de Envelhecimento. ‚ÄúObservamos que o desempenho cognitivo de idosos com boa funcionalidade n√£o sofreu efeitos nocivos da exposi√ß√£o ao calor‚ÄĚ, disse Beatriz Maria Trezza, geriatra do Hospital das Cl√≠nicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP e primeira autora do estudo, √† Ag√™ncia FAPESP.

Os pesquisadores avaliaram os efeitos do estresse t√©rmico sobre o desempenho cognitivo de 68 idosos com idade m√©dia de 73,3 anos, com bom desempenho f√≠sico e cognitivo ‚Äď caracterizado pela boa sa√ļde mental e caminhar de modo independente, entre outros aspectos. Os idosos s√£o pacientes do servi√ßo de geriatria do HC-FMUSP ou participantes do programa ‚ÄúUniversidade aberta √† terceira idade‚ÄĚ, da USP. Para realizar o estudo, os pesquisadores fizeram um ensaio cl√≠nico em que submeteram os idosos a uma bateria de cinco testes neuropsicol√≥gicos computadorizados realizados sucessivamente em salas com temperatura controlada de 24¬ļC ‚Äď considerada confort√°vel para atividade leve ‚Äď e de 32 ¬ļC. Selecionados da Bateria Neuropsicol√≥gica Automatizada de Testes de Cambridge (Cantab, em ingl√™s) ‚Äď um software desenvolvido pela Cambridge University, do Reino Unido ‚Äď, os cinco testes avaliaram diferentes aspectos do desempenho cognitivo dos idosos, como mem√≥ria, aten√ß√£o, tempo de rea√ß√£o a um est√≠mulo visual e aprendizado. Os resultados dos testes indicaram que n√£o houve diferen√ßas significativas no desempenho cognitivo dos idosos no ambiente com temperatura de 32¬ļC em compara√ß√£o com o de 24¬ļC.

‚ÄúAs an√°lises dos testes, como um todo, mostraram que o desempenho cognitivo dos idosos foi mantido no ambiente com 32¬ļC‚ÄĚ, afirmou Trezza. ‚ÄúA popula√ß√£o de idosos que avaliamos, entretanto, √© bastante espec√≠fica e talvez por isso seja menos vulner√°vel ao estresse t√©rmico‚ÄĚ, avaliou.

 Estudo pioneiro

De acordo com a pesquisadora, o estudo sobre o efeito do calor no desempenho cognitivo de idosos √© pioneiro. Isso porque j√° t√™m sido realizados estudos nessa linha com militares, trabalhadores expostos a ambientes extremos e jovens. Mas, at√© ent√£o, ainda n√£o tinha sido feito nenhum estudo espec√≠fico com idosos. ‚ÄúParalelamente √†s mudan√ßas clim√°ticas globais, tamb√©m est√° ocorrendo um processo de envelhecimento populacional. Um dos objetivos do estudo foi tentar entender como uma popula√ß√£o que est√° envelhecendo e que sofrer√° mudan√ßas no controle da temperatura corp√≥rea ir√° conviver com um clima que est√° esquentando‚ÄĚ, disse Trezza. ‚ÄúA sensibilidade dos idosos ao calor √© menor e eles t√™m menor percep√ß√£o da varia√ß√£o da temperatura, desencadeando uma resposta comportamental mais tardiamente‚ÄĚ, disse Trezza.

Ao perguntar aos idosos participantes do estudo se estavam confort√°veis ou desconfort√°veis sob a temperatura de 32¬ļC, aproximadamente um ter√ßo respondeu que estava confort√°vel.

Fonte: Matéria publicada no site Exame

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

 

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Inspire

23/12/2017 - 12:28 Por:

Categoria(s): Dicas, Reflex√£o, Sem categoria

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Na Natureza Selvagem

21/12/2017 - 18:02 Por:

Categoria(s): Dicas, Reflex√£o, Sugest√£o de leituras

Hoje indicamos o filme Na Natureza Selvagem, relata a história de vida do jovem Christopher McCandless. A narrativa é baseada no livro de mesmo nome escrito pelo jornalista e escritor americano Jon Krakauer em 1996. Dirigido e escrito pelo cinegrafista americano Sean Penn foi indicado, em duas categorias do Oscar e venceu o Globo de Ouro de melhor canção.
 
O filme conta a história do jovem Christopher, um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.
 
Sugerimos assistir o filme e desligar-se do mundo, permitindo-se a entrar dentro do universo do personagem, e dentro do seu próprio universo, da sua própria natureza selvagem, daquilo que é a sua verdade interior.
 
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Reflex√£o GeroVida

19/12/2017 - 14:31 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Reflex√£o

Reflex√£o GeroVida
‚ÄúEstou velho, mas continuo jovem‚ÄĚ.
O que você acha desta frase?
Sempre que os idosos nos dizem isto, perguntamos a eles: O que √© continuar jovem? E eles respondem: Ah, √© ter a mente aberta, ter flexibilidade de comportamento, ter um corpo √°gil, etc…
Mas todo jovem possui estas características???
Velhice é diferente de juventude e ser velho é diferente de ser jovem. Negar a idade é, ao mesmo tempo, rejeitar as próprias experiências de vida, o aprendizado, a resiliência, a expertise, a sabedoria adquirida e acumulada durante anos sobre diversos fatos ocorridos.
Lembre-se de que cada etapa apresenta √īnus e bonan√ßa e s√£o as viv√™ncias que o(a) tornam um ser √ļnico.
Pense nisto!
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Ratos e Homens

14/12/2017 - 18:07 Por:

Categoria(s): Arte, Reflex√£o, Sugest√£o de leituras

Ol√° pessoal!
Hoje indicamos o Livro: Ratos e Homens
A obra acompanha uma dupla incomum George, pequeno e esperto, e Lennie, um homem enorme, porém mentalmente incapacitado. Eles são trabalhadores rurais nos Estados Unidos da década de 30, que vão de fazenda em fazenda a procura de trabalho. Não têm família nem casa, apenas um ao outro.
O livro mostra a luta dos dois para achar meios de sobrevivência em um mundo duro e indiferente. Um clássico, a obra do ganhador do Nobel John Steinbeck, é um estudo sem paralelos da essência humana.
Autor: John Ernst Steinbeck (Prêmio Nobel de Literatura em 1962)
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Melhorando a Função Cerebral

6/12/2017 - 18:01 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Educa√ß√£o, Qualidade de Vida, Reflex√£o

A medida que envelhecemos muitos de n√≥s percebemos uma perda de capacidade mental e achamos que isso √© devido em parte a estar ficando velhos, mas o envelhecimento n√£o pode explicar a atual epidemia de severa deteriora√ß√£o mental. O fato √© que o c√©rebro humano √© altamente suscet√≠vel em viver em uma sociedade moderna desenvolvida. Um estilo de vida deficiente, bem como dieta, estresse, fuma√ßa e poluentes ambientais, tudo isso danifica as c√©lulas fr√°geis do c√©rebro. O consumo de √°lcool e muitos medicamentos podem causar severa perda de mem√≥ria. Cada vez mais crian√ßas est√£o mostrando dificuldades comportamentais e de aprendizagem relacionadas √†s exposi√ß√Ķes por poluentes e tais dificuldades persistem na vida adulta.
Pessoas que abusam dos seus corpos através de uma dieta e de estilo de vida inadequados podem experimentar uma deterioração mental já na década dos trinta, e por muitos outros problemas, se tornam realmente notáveis durante a década dos quarenta. Essas pessoas que fazem coisas inadequadas com o corpo em determinados períodos da vida, estão em risco aumentado de severa deterioração cognitiva no futuro, a menos que elas assumam o compromisso de reconstruir a função cerebral.
O cérebro usa 20% da energia do corpo e requer constante oxigênio que recebe da corrente sanguínea, e usa aproximadamente 25% do oxigênio inalado. A fisiologia cerebral é altamente complexa e tem o poder de influenciar tudo que nós fazemos.
As unidades celulares fundamentais do c√©rebro s√£o chamadas neur√īnios. Neur√īnios possuem receptores que captam mensagens dos neurotransmissores, qu√≠micos no c√©rebro que viajam entre as c√©lulas. Esses neurotransmissores s√£o capazes de se ligarem a neur√īnios receptores e criarem atividades cerebrais espec√≠ficas. O processo √© complexo e a boa condi√ß√£o da prote√≠na e membranas celulares baseadas em lip√≠dios no c√©rebro √© essencial para seu sucesso.
Mudan√ßas nas membranas celulares ocorrem de momento a momento e s√£o unicamente afetadas pelos fatores tais como emo√ß√Ķes, dieta e o sistema imune. Mesmo as menores altera√ß√Ķes nesta membrana celular especializada podem ter consequ√™ncias nas habilidades dos neurotransmissores e produzir os efeitos desejados e podem causar doen√ßa. Serotonina, dopamina e norepinefrina s√£o os neurotransmissores conhecidos mais comuns.
O excesso ou a falta de neurotransmissores pode resultar em condi√ß√Ķes tais como depress√£o, ansiedade ou hiperatividade e podem contribuir para doen√ßas do c√©rebro tais como ou Alzheimer ou doen√ßa de Parkinson.
Uma dieta saud√°vel que atende as necessidades especifica do c√©rebro pode ajudar neur√īnios alcan√ßar um equil√≠brio qu√≠mico satisfat√≥rio.
O cérebro depende do fígado e trato gastrointestinal saudável para usar bem o alimento, para absorver nutrientes apropriadamente e liberá-los ao cérebro, para remover toxinas e manter a atividade apropriada do sistema imune.
Todos nos queremos um cérebro que seja saudável quando nós estivermos mais velhos, mas nos queremos também um cérebro que funcione em alta velocidade e eficientemente hoje.
O caf√© da manh√£ √© a mais importante refei√ß√£o do dia. Comece o dia com uma refei√ß√£o que √© baixa em gordura, alta em prote√≠na e baixa em carboidratos e a√ß√ļcar. Isso ajudar√° voc√™ a alcan√ßar o desempenho do pico mental durante o dia. Um estilo de vida que inclui amplo tempo de relaxamento, medita√ß√£o, exerc√≠cio apropriado e bom sono, tudo isso ajuda a regenerar e revigorar nosso estado mental, em suma a forma que n√≥s comemos pode n√£o somente nos ajudar a sermos mais inteligentes, alertas e com sucesso em nossas atividades mentais, mas tamb√©m mais equilibrados em nossas emo√ß√Ķes e comportamento.

Autor – Chuck Homuth
Fonte – http://www.cerebromente.org.br/n14/opinion/improving_p.htm

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Douradinha do campo

4/12/2017 - 18:07 Por:

Categoria(s): Curiosidades, Ervas Medicinais, Qualidade de Vida

Hoje vamos falar dos benefícios da erva douradinha do campo

Nome científico: Palicurea rigida

√Č diur√©tica nas dificuldades de urinar, bom para inflama√ß√Ķes da bexiga e elimina os c√°lculos.

Indica√ß√Ķes: Combate alergias, eczemas e edemas.

Poder curativo: é de 42%

Sua toxidez: sem toxidez

Fonte: Livro ‚ÄúExistem doen√ßas incur√°veis?‚ÄĚ, de Jaime Br√ľning, 2003, p.106.

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Verão e Alimentação para Idosos

1/12/2017 - 19:48 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflex√£o

Com os term√īmetros nas alturas e um sol de rachar, o ver√£o tem castigado os brasileiros, principalmente na faixa et√°ria entre 60 e 90 anos. Os idosos reagem de maneira diferente ao calor e √† baixa umidade. Pessoas idosas apresentam uma tend√™ncia a consumir menos calorias. E √© por isso que, especialmente no calor do ver√£o, devem se preocupar em seguir uma dieta equilibrada.

Na velhice há uma propensão a comer menos porque, de forma geral, é menos ativa fisicamente, diferencia menos os sabores, além de salivar menos e ter uma capacidade de mastigação inferior. O apetite diminui ainda mais no verão por causa do calor. As necessidades proteicas, calóricas e de lipídeos dos idosos não são muito menores que as necessidades de pessoas mais jovens. A nutrição no verão também não muda: alimentação leve, composta por frutas e verduras, e hidratação contínua, vale tanto para idosos, quanto para pessoas mais novas.

O que muda para os idosos √© a preocupa√ß√£o em estabelecer uma dieta compat√≠vel com as dificuldades de mastiga√ß√£o e degluti√ß√£o, ou de doen√ßas como a diabetes ou osteoporose. A ideia √© sempre buscar alimentos frescos e fugir dos processados, al√©m de consumir em m√©dia dois litros de l√≠quido ao dia e comer a cada tr√™s horas. Mesmo que n√£o esteja faminto, o idoso pode fazer uma refei√ß√£o leve, tendo em mente qualquer tipo de restri√ß√£o alimentar que possa ter, para n√£o agravar outras doen√ßas. √Č recomend√°vel ainda atentar para a perda de vitamina D ou B12, comuns √† faixa et√°ria.

Com o avan√ßo da idade sofrem altera√ß√Ķes naturais nos mecanismos de controle t√©rmico do organismo e de envio de est√≠mulos cerebrais relacionados √† sede, o que propicia quadros de desidrata√ß√£o. Na velhice, o organismo humano reduz a sua capacidade de regular sua pr√≥pria temperatura, por isso, as trocas de calor, que normalmente levam o sangue para todas as partes do corpo e aquecem os tecidos, ficam prejudicadas fazendo com que os idosos sintam mais frio do que os jovens. A percep√ß√£o de calor fica alterada, fazendo com que sintam frio mesmo expostos √† altas temperaturas. Para esquentar o corpo, os idosos optam por usar roupas mais pesadas e grossas que comprometem a hidrata√ß√£o do organismo.

Com o passar dos anos, nosso sistema nervoso central diminui ou deixa de enviar para o corpo os estímulos nervosos responsáveis pela sensação de sede e pelo controle da urina. Isso faz com que os idosos bebam pouca água, mesmo no verão, e urinem com bastante frequência. O problema é que bebendo pouca água e perdendo nutrientes e sais minerais através da urina e do suor, os idosos ficam desidratados. A consequência disso é mal-estar e cansaço.

Fonte: https://pbnutricaoblog.wordpress.com/

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

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O impacto da alimentação na velhice

28/11/2017 - 13:55 Por:

Categoria(s): Arte, Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

Para garantir um¬†envelhecimento¬†bem-sucedido, as escolhas devem come√ßar durante toda a vida, pois assim n√£o resumiremos nossa passagem em ver o tempo passar. Com certeza, quando jovem, voc√™ ouviu conselhos como ‚Äúevite bebidas alco√≥licas‚ÄĚ, ‚Äúpratique atividade f√≠sica‚ÄĚ, ‚Äúfa√ßa um check up‚ÄĚ, ‚Äún√£o fume‚ÄĚ. Todos esses conselhos n√£o eram √† toa.

Com o aumento no ritmo de envelhecimento da popula√ß√£o brasileira, torna-se fundamental planejar e desenvolver a√ß√Ķes de sa√ļde que possam contribuir com a melhoria da¬†qualidade de vida dos idosos¬†brasileiros. Dentre essas a√ß√Ķes, est√£o as medidas relacionadas a uma¬†alimenta√ß√£o saud√°vel, que devem fazer parte das orienta√ß√Ķes trabalhadas pelos profissionais de sa√ļde √† pessoa idosa e sua fam√≠lia.¬†

Altera√ß√Ķes corporais associadas ao envelhecimento

√Č importante estar atento ao contexto das¬†mudan√ßas que ocorrem no corpo com o avan√ßo da idade¬†e no ambiente em que os idosos vivem, seja ele dom√©stico ou institucional. Essas altera√ß√Ķes podem ter implica√ß√Ķes no processo de compra, preparo, consumo e aproveitamento dos alimentos pelo organismo desse grupo de pessoas.

As mudan√ßas que ocorrem no corpo est√£o relacionadas a altera√ß√Ķes na fun√ß√£o hormonal, no metabolismo energ√©tico, o que afeta a necessidade de nutrientes e na perda de massa muscular (sarcopenia) e for√ßa, levando a problemas de equil√≠brio, queda e fraturas. A¬†sarcopenia¬†atinge 40% da popula√ß√£o acima de 65 anos e 60% dos indiv√≠duos com mais de 80 anos.

Estrat√©gias para reduzir essas altera√ß√Ķes

Algumas¬†estrat√©gias¬†como a pr√°tica de¬†exerc√≠cios f√≠sicos, abordagem nutricional e, quando necess√°ria, suplementa√ß√£o, podem diminuir os efeitos da perda muscular. A utiliza√ß√£o da suplementa√ß√£o de vitamina D e √īmega-3, vem se destacando e mostrando benef√≠cios para a sa√ļde do idoso. Outro ponto dito √© a alimenta√ß√£o. Nessa fase, os idosos t√™m maior resist√™ncia em consumir prote√≠nas, que auxiliaria na constru√ß√£o muscular.

O comprometimento progressivo do olfato e paladar, levam os idosos a se desinteressar por doces e salgados. A produ√ß√£o de saliva tamb√©m √© reduzida e aparecem as dificuldades no processo de mastiga√ß√£o e degluti√ß√£o, que causam impacto significativo na quantidade e qualidade da ingest√£o do alimento. Al√©m disso, a presen√ßa de doen√ßas cr√īnicas pode levar a restri√ß√Ķes diet√©ticas, que associadas ao uso de diversos medicamentos, reduzem o apetite ou interferem na absor√ß√£o de vitaminas e minerais.

Deficiência de nutrientes

Segundo dados do Inquérito Nacional de Alimentação como parte da POF, em 2008-2009, há uma prevalência de ingestão inadequada de nutrientes na população idosa. Os resultados mostraram prevalências de inadequação das vitaminas E, D, A, piridoxina e dos minerais cálcio e magnésio em ambos os gêneros.

A defici√™ncia de zinco, por exemplo, prejudica o sistema imunol√≥gico e facilita o aparecimento de infec√ß√Ķes. A perda de paladar tamb√©m √© um sintoma da defici√™ncia, o que dificulta ainda mais a ingest√£o de alimentos fonte de zinco. De acordo com o Guia Alimentar para a Popula√ß√£o Brasileira, uma alimenta√ß√£o saud√°vel deve ser acess√≠vel do ponto de vista f√≠sico e financeiro, variada, referenciada pela cultura alimentar, harm√īnica em quantidade e qualidade, naturalmente colorida e segura sanitariamente.

Por Daniel Magnoni

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/o-impacto-da-alimentacao-na-terceira-idade/

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