Altera√ß√Ķes neurol√≥gicas fisiol√≥gicas ao envelhecimento afetam o sistema mantenedor do equil√≠brio

21/09/2017 - 14:07 Por:

Categoria(s): Qualidade de Vida, Reflex√£o

Altera√ß√Ķes neurol√≥gicas fisiol√≥gicas ao envelhecimento afetam o sistema mantenedor do equil√≠brio

A popula√ß√£o idosa no Brasil est√° cada vez maior e a expectativa de vida tende a apresentar valores crescentes1 (Figura 1). No entanto, ao contr√°rio do que se pensa, isso n√£o significa um incremento proporcional nos √≠ndices da qualidade de vida dos sujeitos. Esta aparente ambiguidade pode ser explicada pela influ√™ncia gerada a partir das altera√ß√Ķes fisiol√≥gicas ao envelhecimento e a incapacidade do Estado em fornecer maiores cuidados e aten√ß√£o, tanto no que concerne os n√≠veis f√≠sicos quanto os ps√≠quicos. Quando associado a dist√ļrbios motores, como for√ßa e equil√≠brio, tais altera√ß√Ķes muitas vezes s√£o incapacitantes, e apresentam um maior risco de morbi-mortalidade3. As altera√ß√Ķes causadas pelo envelhecimento est√£o relacionadas aos aspectos funcionais e ps√≠quicos do corpo humano. No primeiro caso, envolvem inputs sensoriais e rea√ß√Ķes (autom√°ticas, reflexas e volunt√°rias) motoras; no segundo, as altera√ß√Ķes envolvem as diversas fun√ß√Ķes cognitivas, mas n√£o impedem o indiv√≠duo de realizar as atividades cotidianas b√°sicas e instrumentais. Com objetivo de se quantificar as altera√ß√Ķes inerentes ao envelhecimento, bem como triar os casos de ‚Äúenvelhecimento saud√°vel‚ÄĚ em rela√ß√£o aos poss√≠veis casos patol√≥gicos, foram criados testes, avalia√ß√Ķes e instrumentos espec√≠ficos. Apesar da possibilidade de se constar altera√ß√Ķes em ambos os casos, as modifica√ß√Ķes n√£o se correlacionam na mesma magnitude quando comparado o idoso saud√°vel √†quele submetido a doen√ßas. Nos casos de altera√ß√Ķes patol√≥gicas em primeira inst√Ęncia ‚Äď ou seja, sem perdas funcionais importantes ‚Äď o quadro cl√≠nico muitas vezes √© potencializado pela intera√ß√£o entre os d√©ficits fisiol√≥gicos do envelhecimento e os causados por dist√ļrbios intercorrentes. Uma das caracter√≠sticas marcantes no processo de envelhecimento √© o decl√≠nio da capacidade funcional. For√ßa, equil√≠brio, flexibilidade, agilidade e coordena√ß√£o motora constituem vari√°veis afetadas diretamente por altera√ß√Ķes neurol√≥gicas e musculares. O comprometimento no desempenho neuromuscular, evidenciado por paresia, incoordena√ß√£o motora, lentid√£o e fadiga muscular, constitui um aspecto marcante neste processo. O desbalan√ßo entre a forma√ß√£o e a reabsor√ß√£o √≥ssea, que propicia o aparecimento de osteopenia e osteoporose, potencializa o risco de incapacidade na popula√ß√£o idosa7. Ainda em rela√ß√£o ao d√©ficit do sistema musculoesquel√©tico, podem-se notar efeitos delet√©rios significantes e associativos sobre a efici√™ncia em outros sistemas, como o respirat√≥rio, o sensorial e o vestibular. Tais modifica√ß√Ķes prejudicam a performance do sujeito, mesmo nas tarefas b√°sicas ‚Äď atividades de vida di√°ria b√°sicas, como nas complexas ‚Äď atividades de vida di√°ria instrumentais8. Particularmente em rela√ß√£o ao sistema vestibular, sua altera√ß√£o pode propiciar depend√™ncia funcional e exclus√£o social. Diante do anteriormente exposto, este trabalho teve como objetivo realizar uma revis√£o da literatura sobre as altera√ß√Ķes neurol√≥gicas do envelhecimento, especificamente no que se refere ao sistema mantenedor do equil√≠brio humano.

Fonte: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2010/RN1801/331%20revisao.pdf

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Artigo Mente e Matéria

8/07/2017 - 11:02 Por:

Categoria(s): Dicas, Reflex√£o

Mente e Matéria

Gostaria primeiro de colocar a questão da mente em termos físicos, materiais. A pergunta inicial é: o que é a matéria? Podemos definir matéria, em termos macroscópicos, como tudo aquilo que tem massa e ocupa lugar no espaço. Microscopicamente, matéria deixa de ocupar um lugar no espaço e passa a ser estudada como uma forma de energia. Existe um interessante experimento em que atira-se um elétron em uma parede com dois furos. O elétron passa pelos dois furos ao mesmo tempo e volta a se reunir do outro lado. Para este experimento, o elétron é modelado como uma onda. Pois bem, eis o homem, um monte de energia confinada a certos vales no espaço. Onde está a mente, onde ela fica?
Primeiro: o que se conhece sobre a mat√©ria? Muita coisa. Sabe-se que o movimento da mat√©ria √© regido por tr√™s for√ßas. For√ßas el√©tricas, gravitacionais e de coes√£o do n√ļcleo. A for√ßa de coes√£o do n√ļcleo √© uma for√ßa que faz com que os pr√≥tons, de cargas positivas, n√£o se afastem no n√ļcleo de um √°tomo. A for√ßa gravitacional √© bem conhecida de todos e as for√ßas el√©tricas s√£o as que geram maior n√ļmero de fen√īmenos f√≠sicos. Quando chuta-se uma bola, √© a for√ßa de repuls√£o el√©trica entre o p√© e a bola que n√£o deixa que o p√© entre na bola, impelindo esta para frente.
√Č bem sabido que todo ser humano √© composto de √°tomos, de mat√©ria. Se olharmos para cada pedacinho de n√≥s, somos estes fragmentos de energias preso em vales que v√£o de um lado para outro num movimento que depende das tr√™s for√ßas acima citadas. Analisando nosso corpo microscopicamente, todos os movimentos s√£o determin√≠sticos e os grandes movimentos e a√ß√Ķes nada mais s√£o que a soma destes pequenos movimentos determin√≠sticos.
Este determinismo mec√Ęnico te√≥rico, que ainda esbarra na teoria do caos e no princ√≠pio da incerteza da mat√©ria, apesar de seu valor filos√≥fico, n√£o tem valor pr√°tico nenhum. Modelar dois el√©trons em torno do n√ļcleo j√° d√° bastante trabalho, lembre que os dois el√©trons s√£o atra√≠dos pelo n√ļcleo e se repelem entre si. O que dizer de modelar uma quantidade impensavelmente grande de √°tomos e mol√©culas, um a um? Somos uma m√°quina meramente mec√Ęnica, sim, mas t√£o complicada que n√£o pode ser vista como tal. Todos n√≥s temos uma mente, este algo que cheira, v√™, sente, pensa, ama, tem medo e vive. Mesmo que ela n√£o exista de fato, no mundo f√≠sico, temos experimentado diariamente esta impress√£o de estar vivos e conscientes.
A vida surgiu e, por conseguinte, os seres conscientes surgiram na terra impulsionados por uma pequena for√ßa que vinha l√° do sol, que, enquanto se desorganizava, alguma mat√©ria aqui na terra foi, caprichosamente, se organizando. Para muitos parece paradoxal, contraria a segunda lei da termodin√Ęmica que fala em constante desorganiza√ß√£o da mat√©ria. Paradoxal que, com o passar do tempo, a vida tenha come√ßado a existir. Muitos falam que a exist√™ncia do homem e dos demais seres vivos seja um milagre. Milagre ou n√£o vemos que a vida foi se organizando de forma continua pelos milh√Ķes de anos e foram surgindo concentra√ß√Ķes nervosas que culminaram com o aparecimento da consci√™ncia.
Podemos dizer que a mente é uma ilusão e que, de fato, no mundo físico, não existe. Sim, isto que chamamos de mente, consciência, subconsciência e inconsciência, seria apenas uma ilusão adaptativa fruto de uma evolução biológica que tem por fim perpetuar as espécies.
A mente √© uma ilus√£o… E agora? O que √© esta ilus√£o?
Queria citar agora o pouco que compreendo sobre uma an√°lise dicot√īmica do Universo. Primeiramente temos o universo f√≠sico onde existe banana, vaca e demais coisas f√≠sicas. Fora este universo, existe um outro tipo de universo, onde as coisas n√£o s√£o, mas sim, significam. Uma pedra deixa de ser uma pedra e passa a ser um significado dentro de um dado universo que existe, por exemplo, dentro de uma pessoa. A pedra “n√£o √©”, a pedra “existe”. H√° uma ideia pante√≠sta de Deus que √© o ser que sustenta a uni√£o de todos os universos de significado atrav√©s de um √ļnico universo de exist√™ncia.
A mente não existe, ou não está, dentro do universo físico mas ela existe sendo um universo de significado, um universo metafísico, o universo de cada pessoa.
Podemos chamar mente de universo, universo simb√≥lico de cada ser humano. Algumas belas obras com cunho filos√≥fico ou religioso tentam alertar que o mundo f√≠sico n√£o √© o mais importante. Que existe um Deus, que existe um c√©u, que existe o bem, o mal, ou que, pelo contr√°rio, n√£o existe evid√™ncia de Deus, que o bem e o mal s√£o coisas relativas, que o ser humano vive dentro de um universo incompreens√≠vel e sem ter certezas de quase nada. Estas duas formas de se pensar, filos√≥fica e religiosa, diametralmente antag√īnicas, mas profundamente pr√≥ximas, levam o ser humano a refletir sobre quest√Ķes metaf√≠sicas. Seja a mente humana dotada de uma alma imortal que, ao final da jornada aqui na Terra vai se unir com uma alma de um ser superior, ou seja a mente finita no tempo e dependente biologicamente do corpo, quest√Ķes estas que cada um de n√≥s tem a liberdade de optar, ou, at√© mesmo de viver sem fazer uma op√ß√£o entre elas, temos que assumir que h√° um n√≠vel mais abstrato de exist√™ncia onde o ser humano existe em sua ess√™ncia e √© neste outro universo mais abstrato que podemos experimentar a exist√™ncia da mente atrav√©s de nossa pr√≥pria exist√™ncia.

Autor: Luís Augusto Angelotti Meira
Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n13/opiniao/mente.html

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