O impacto da alimentação na velhice

28/11/2017 - 13:55 Por:

Categoria(s): Arte, Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

Para garantir um¬†envelhecimento¬†bem-sucedido, as escolhas devem come√ßar durante toda a vida, pois assim n√£o resumiremos nossa passagem em ver o tempo passar. Com certeza, quando jovem, voc√™ ouviu conselhos como ‚Äúevite bebidas alco√≥licas‚ÄĚ, ‚Äúpratique atividade f√≠sica‚ÄĚ, ‚Äúfa√ßa um check up‚ÄĚ, ‚Äún√£o fume‚ÄĚ. Todos esses conselhos n√£o eram √† toa.

Com o aumento no ritmo de envelhecimento da popula√ß√£o brasileira, torna-se fundamental planejar e desenvolver a√ß√Ķes de sa√ļde que possam contribuir com a melhoria da¬†qualidade de vida dos idosos¬†brasileiros. Dentre essas a√ß√Ķes, est√£o as medidas relacionadas a uma¬†alimenta√ß√£o saud√°vel, que devem fazer parte das orienta√ß√Ķes trabalhadas pelos profissionais de sa√ļde √† pessoa idosa e sua fam√≠lia.¬†

Altera√ß√Ķes corporais associadas ao envelhecimento

√Č importante estar atento ao contexto das¬†mudan√ßas que ocorrem no corpo com o avan√ßo da idade¬†e no ambiente em que os idosos vivem, seja ele dom√©stico ou institucional. Essas altera√ß√Ķes podem ter implica√ß√Ķes no processo de compra, preparo, consumo e aproveitamento dos alimentos pelo organismo desse grupo de pessoas.

As mudan√ßas que ocorrem no corpo est√£o relacionadas a altera√ß√Ķes na fun√ß√£o hormonal, no metabolismo energ√©tico, o que afeta a necessidade de nutrientes e na perda de massa muscular (sarcopenia) e for√ßa, levando a problemas de equil√≠brio, queda e fraturas. A¬†sarcopenia¬†atinge 40% da popula√ß√£o acima de 65 anos e 60% dos indiv√≠duos com mais de 80 anos.

Estrat√©gias para reduzir essas altera√ß√Ķes

Algumas¬†estrat√©gias¬†como a pr√°tica de¬†exerc√≠cios f√≠sicos, abordagem nutricional e, quando necess√°ria, suplementa√ß√£o, podem diminuir os efeitos da perda muscular. A utiliza√ß√£o da suplementa√ß√£o de vitamina D e √īmega-3, vem se destacando e mostrando benef√≠cios para a sa√ļde do idoso. Outro ponto dito √© a alimenta√ß√£o. Nessa fase, os idosos t√™m maior resist√™ncia em consumir prote√≠nas, que auxiliaria na constru√ß√£o muscular.

O comprometimento progressivo do olfato e paladar, levam os idosos a se desinteressar por doces e salgados. A produ√ß√£o de saliva tamb√©m √© reduzida e aparecem as dificuldades no processo de mastiga√ß√£o e degluti√ß√£o, que causam impacto significativo na quantidade e qualidade da ingest√£o do alimento. Al√©m disso, a presen√ßa de doen√ßas cr√īnicas pode levar a restri√ß√Ķes diet√©ticas, que associadas ao uso de diversos medicamentos, reduzem o apetite ou interferem na absor√ß√£o de vitaminas e minerais.

Deficiência de nutrientes

Segundo dados do Inquérito Nacional de Alimentação como parte da POF, em 2008-2009, há uma prevalência de ingestão inadequada de nutrientes na população idosa. Os resultados mostraram prevalências de inadequação das vitaminas E, D, A, piridoxina e dos minerais cálcio e magnésio em ambos os gêneros.

A defici√™ncia de zinco, por exemplo, prejudica o sistema imunol√≥gico e facilita o aparecimento de infec√ß√Ķes. A perda de paladar tamb√©m √© um sintoma da defici√™ncia, o que dificulta ainda mais a ingest√£o de alimentos fonte de zinco. De acordo com o Guia Alimentar para a Popula√ß√£o Brasileira, uma alimenta√ß√£o saud√°vel deve ser acess√≠vel do ponto de vista f√≠sico e financeiro, variada, referenciada pela cultura alimentar, harm√īnica em quantidade e qualidade, naturalmente colorida e segura sanitariamente.

Por Daniel Magnoni

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/o-impacto-da-alimentacao-na-terceira-idade/

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10 cuidados com idosos no ver√£o

30/10/2017 - 11:39 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida

O Brasil √© um pa√≠s tropical que alcan√ßa temperaturas acima dos 40¬į C em algumas cidades. Esse calor excessivo pode causar problemas de sa√ļde em todos n√≥s, mas especialmente nas pessoas mais sens√≠veis, como idosos e crian√ßas. Por isso, √© preciso redobrar a aten√ß√£o para os cuidados com idosos no ver√£o.

Para que eles n√£o sofram complica√ß√Ķes como hipertermia (aumento da temperatura corporal) ou desidrata√ß√£o, familiares e cuidadores devem tomar medidas preventivas que possam garantir ao idoso mais sa√ļde e conforto nos dias quentes.

Confira nesse artigo alguns cuidados indispens√°veis com os idosos durante o ver√£o.

Segundo Maria Alice Toledo, geriatra e vice-presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), com a chegada da idade o organismo passa por algumas altera√ß√Ķes, como a redu√ß√£o da percep√ß√£o do calor, a redu√ß√£o da sensa√ß√£o de sede e a redu√ß√£o da capacidade de term√≥lise (elimina√ß√£o do calor do organismo).

Assim, os idosos têm maior dificuldade em adaptar-se aos dias mais quentes e temperaturas elevadas. Além de não conseguirem perceber os sinais que o corpo envia, avisando que algo está errado. Então, os cuidados com idosos no verão devem envolver medidas que possam favorecer a hidratação do organismo e reduzir o calor corporal.

Confira abaixo uma lista de cuidados com idosos no ver√£o para garantir o seu bem-estar:

1 ‚Äď √Āgua: Ofere√ßa √°gua ao idoso n√£o em grandes quantidades, mas diversas vezes ao dia, para que o corpo mantenha-se hidratado. O ideal √© no m√≠nimo 2 litros por dia.

2 ‚Äď Alimenta√ß√£o: O ideal √© alimentar o idoso de 3 em 3 horas com alimentos frescos e leves. Deve-se evitar refei√ß√Ķes quentes e de dif√≠cil digest√£o, dando prefer√™ncia para legumes, verduras e frutas. Os sucos naturais e sorvetes tamb√©m podem ser explorados. Evite a cafe√≠na e o √°lcool, pois desidratam o organismo. Uma alimenta√ß√£o balanceada garantir√° os nutrientes para manter o corpo saud√°vel no ver√£o.

3 ‚Äď Roupas: As roupas e tecidos utilizados no ver√£o devem ser leves e frescos, preferencialmente de algod√£o e em cores claras. Evite pe√ßas apertadas e desconfort√°veis. A roupa de cama tamb√©m pode ser substitu√≠da por uma com menor quantidade de fios na trama, mais fresca para essa √©poca do ano.

4 ‚Äď Exposi√ß√£o solar: Evite a exposi√ß√£o solar em hor√°rios de picos (10 e 16 horas). Prefira buscar abrigo num locar fresco, arejado e coberto, ou que possua ar condicionado.

5 ‚Äď Acess√≥rios: Os √≥culos de sol e bon√©s, ou chap√©us, ajudam a proteger o corpo contra o calor. N√£o dispense esses acess√≥rios quando o idoso estiver em locais de exposi√ß√£o ao sol.

6 ‚Äď Filtro solar: Os cuidados com idosos no ver√£o n√£o dispensam o uso de filtro solar, que deve possuir um fator alto para proteger eficazmente a pele sens√≠vel do idoso.

7 ‚Äď Ar condicionado: Adote o ar condicionado para os ambientes utilizados pelo idoso, caso sejam quentes e abafados.

8 ‚Äď Umidificador de ar: Nos dias de baixa umidade relativa do ar, fa√ßa uso do umidificador tamb√©m, para equilibrar a atmosfera do ambiente e deixar o espa√ßo mais fresco.

9 ‚Äď Banho: O banho do idoso no ver√£o deve ser mais fresco para n√£o ferir sua pele e para manter a temperatura corporal ideal (36¬į C).

10 ‚Äď Exerc√≠cios: Idosos que se exercitam devem evitar os hor√°rios mais quentes do dia e dar prefer√™ncia para atividades refrescantes, como a hidrogin√°stica, um exerc√≠cio que traz muitos benef√≠cios para eles.

Com esses cuidados com os idosos no ver√£o, voc√™ garante mais qualidade de vida para eles nessa √©poca do ano e reduz os riscos de complica√ß√Ķes.

Fonte: Site VidaLar Sa√ļde

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso

Educadora física, parceira da GeroVida no envio de artigos para o blog.

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Dicas para melhorar a comunicação com o Idoso

20/07/2017 - 10:08 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflex√£o

Algumas vezes, por diversos motivos, o idoso perde a capacidade de falar. Mas, muitas vezes, a capacidade de entender o que falamos √© preservada. Isso acontece, por exemplo, em caso de sequela de AVC.¬†J√° em pessoas com Doen√ßas Cr√īnicas, como a Doen√ßa de Alzheimer, a perda gradativa da capacidade de comunica√ß√£o¬†envolve falar e entender.

Assim, torna-se importante falarmos um pouco sobre como se comunicar com os idosos. Principalmente, em como manter uma comunicação mais saudável e eficiente possível, independentemente das patologias associadas.

Algumas dicas de comunicação para quem cuida de idosos com algum grau de dificuldade de linguagem falada são:

  1. Usar frases curtas e objetivas;
  2. Repetir a mensagem por meio de palavras diferentes caso haja dificuldade de interpreta√ß√£o. Por exemplo: se ‚ÄúPrecisamos comprar p√£o para o lanche da tarde‚ÄĚ n√£o foi entendido, pergunte ‚ÄúVamos at√© a padaria?‚ÄĚ;
  3. Falar abertamente, em frente ao idoso, sem esconder a boca. N√£o sair da frente do idoso enquanto fala;
  4. Manter um volume de fala audível para o idoso e evitar outros barulhos e ruídos que possam atrapalhar a audição;
  5. N√£o interromper o idoso quando ele est√° falando. Principalmente, para os que est√£o enfrentando alguma dificuldade de express√£o por linguagem falada;
  6. Evitar a infantiliza√ß√£o, principalmente quando estamos falando com um idoso l√ļcido, com suas capacidades mentais preservadas (mesmo com dificuldades de se expressar);
  7. Pode-se usar a linguagem escrita quando possível e necessário;
  8. Não esqueça que toques físicos como abraços, dar as mãos, etc. fazem parte da comunicação afetiva.

http://idosos.com.br/comunicacao-com-idoso/

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Artigo Mente e Matéria

8/07/2017 - 11:02 Por:

Categoria(s): Dicas, Reflex√£o

Mente e Matéria

Gostaria primeiro de colocar a questão da mente em termos físicos, materiais. A pergunta inicial é: o que é a matéria? Podemos definir matéria, em termos macroscópicos, como tudo aquilo que tem massa e ocupa lugar no espaço. Microscopicamente, matéria deixa de ocupar um lugar no espaço e passa a ser estudada como uma forma de energia. Existe um interessante experimento em que atira-se um elétron em uma parede com dois furos. O elétron passa pelos dois furos ao mesmo tempo e volta a se reunir do outro lado. Para este experimento, o elétron é modelado como uma onda. Pois bem, eis o homem, um monte de energia confinada a certos vales no espaço. Onde está a mente, onde ela fica?
Primeiro: o que se conhece sobre a mat√©ria? Muita coisa. Sabe-se que o movimento da mat√©ria √© regido por tr√™s for√ßas. For√ßas el√©tricas, gravitacionais e de coes√£o do n√ļcleo. A for√ßa de coes√£o do n√ļcleo √© uma for√ßa que faz com que os pr√≥tons, de cargas positivas, n√£o se afastem no n√ļcleo de um √°tomo. A for√ßa gravitacional √© bem conhecida de todos e as for√ßas el√©tricas s√£o as que geram maior n√ļmero de fen√īmenos f√≠sicos. Quando chuta-se uma bola, √© a for√ßa de repuls√£o el√©trica entre o p√© e a bola que n√£o deixa que o p√© entre na bola, impelindo esta para frente.
√Č bem sabido que todo ser humano √© composto de √°tomos, de mat√©ria. Se olharmos para cada pedacinho de n√≥s, somos estes fragmentos de energias preso em vales que v√£o de um lado para outro num movimento que depende das tr√™s for√ßas acima citadas. Analisando nosso corpo microscopicamente, todos os movimentos s√£o determin√≠sticos e os grandes movimentos e a√ß√Ķes nada mais s√£o que a soma destes pequenos movimentos determin√≠sticos.
Este determinismo mec√Ęnico te√≥rico, que ainda esbarra na teoria do caos e no princ√≠pio da incerteza da mat√©ria, apesar de seu valor filos√≥fico, n√£o tem valor pr√°tico nenhum. Modelar dois el√©trons em torno do n√ļcleo j√° d√° bastante trabalho, lembre que os dois el√©trons s√£o atra√≠dos pelo n√ļcleo e se repelem entre si. O que dizer de modelar uma quantidade impensavelmente grande de √°tomos e mol√©culas, um a um? Somos uma m√°quina meramente mec√Ęnica, sim, mas t√£o complicada que n√£o pode ser vista como tal. Todos n√≥s temos uma mente, este algo que cheira, v√™, sente, pensa, ama, tem medo e vive. Mesmo que ela n√£o exista de fato, no mundo f√≠sico, temos experimentado diariamente esta impress√£o de estar vivos e conscientes.
A vida surgiu e, por conseguinte, os seres conscientes surgiram na terra impulsionados por uma pequena for√ßa que vinha l√° do sol, que, enquanto se desorganizava, alguma mat√©ria aqui na terra foi, caprichosamente, se organizando. Para muitos parece paradoxal, contraria a segunda lei da termodin√Ęmica que fala em constante desorganiza√ß√£o da mat√©ria. Paradoxal que, com o passar do tempo, a vida tenha come√ßado a existir. Muitos falam que a exist√™ncia do homem e dos demais seres vivos seja um milagre. Milagre ou n√£o vemos que a vida foi se organizando de forma continua pelos milh√Ķes de anos e foram surgindo concentra√ß√Ķes nervosas que culminaram com o aparecimento da consci√™ncia.
Podemos dizer que a mente é uma ilusão e que, de fato, no mundo físico, não existe. Sim, isto que chamamos de mente, consciência, subconsciência e inconsciência, seria apenas uma ilusão adaptativa fruto de uma evolução biológica que tem por fim perpetuar as espécies.
A mente √© uma ilus√£o… E agora? O que √© esta ilus√£o?
Queria citar agora o pouco que compreendo sobre uma an√°lise dicot√īmica do Universo. Primeiramente temos o universo f√≠sico onde existe banana, vaca e demais coisas f√≠sicas. Fora este universo, existe um outro tipo de universo, onde as coisas n√£o s√£o, mas sim, significam. Uma pedra deixa de ser uma pedra e passa a ser um significado dentro de um dado universo que existe, por exemplo, dentro de uma pessoa. A pedra “n√£o √©”, a pedra “existe”. H√° uma ideia pante√≠sta de Deus que √© o ser que sustenta a uni√£o de todos os universos de significado atrav√©s de um √ļnico universo de exist√™ncia.
A mente não existe, ou não está, dentro do universo físico mas ela existe sendo um universo de significado, um universo metafísico, o universo de cada pessoa.
Podemos chamar mente de universo, universo simb√≥lico de cada ser humano. Algumas belas obras com cunho filos√≥fico ou religioso tentam alertar que o mundo f√≠sico n√£o √© o mais importante. Que existe um Deus, que existe um c√©u, que existe o bem, o mal, ou que, pelo contr√°rio, n√£o existe evid√™ncia de Deus, que o bem e o mal s√£o coisas relativas, que o ser humano vive dentro de um universo incompreens√≠vel e sem ter certezas de quase nada. Estas duas formas de se pensar, filos√≥fica e religiosa, diametralmente antag√īnicas, mas profundamente pr√≥ximas, levam o ser humano a refletir sobre quest√Ķes metaf√≠sicas. Seja a mente humana dotada de uma alma imortal que, ao final da jornada aqui na Terra vai se unir com uma alma de um ser superior, ou seja a mente finita no tempo e dependente biologicamente do corpo, quest√Ķes estas que cada um de n√≥s tem a liberdade de optar, ou, at√© mesmo de viver sem fazer uma op√ß√£o entre elas, temos que assumir que h√° um n√≠vel mais abstrato de exist√™ncia onde o ser humano existe em sua ess√™ncia e √© neste outro universo mais abstrato que podemos experimentar a exist√™ncia da mente atrav√©s de nossa pr√≥pria exist√™ncia.

Autor: Luís Augusto Angelotti Meira
Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n13/opiniao/mente.html

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Filme: Nell

27/06/2017 - 16:12 Por:

Categoria(s): Dicas, Reflex√£o

Ol√° Pessoal!

Indicamos o filme Nell. Um ótimo ensinamento sobre como devemos ou não agir em relação às pessoas diferentes de nós, com hábitos e costumes peculiares, enfim, pessoas que possuem uma cultura diferente da que conhecemos.

Um médico encontra uma jovem em uma casa na floresta isolada da cidade. Ele constata que ela se expressa através de um dialeto próprio, o que evidencia que, até aquele momento, Nell não havia tido contato com outras pessoas. Encantado com a descoberta, ele vai ajudá-la a se inserir na sociedade.

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