Andar de bicicleta ajuda no diagnóstico da doença de Parkinson

29/06/2017 - 15:13 Por:

Categoria(s): Curiosidades, Dicas, Doenças e problemas de saúde, Qualidade de Vida

Os neurologistas que examinarem um paciente com sintomas iniciais da Doença de Parkinson deveriam fazê-lo andar de bicicleta antes de concluir seu diagnóstico, afirma uma curiosa pesquisa realizada por médicos holandeses.

Distinguir entre pacientes com Parkinson e portadores de uma doença conhecida como Parkinsonismo Atípico é muito importante, porque as duas condições possuem diferentes causas e tratamentos.

As duas partilham de sintomas parecidos, incluindo o tremor dos membros, os movimentos lentos e a rigidez muscular. No entanto, às vezes até mesmo a avançada tecnologia médica é incapaz de distinguir uma doença da outra.

Mas, segundo especialistas do Centro de Parkinson de Nijmegen, na Holanda, fazer o paciente andar de bicicleta pode proporcionar um diagnóstico mais eficiente e barato.

Ciclista

De acordo com os médicos, que explicaram suas pesquisas em uma carta enviada e publicada pela revista “The Lancet” nesta sexta-feira, um portador de Parkinson comum geralmente tem uma incrível habilidade de andar de bicicleta, pois apresenta poucos problemas no equilíbrio e nos movimentos rítmicos exigidos pelo pedalar.

Esta tarefa, no entanto, exige mais esforço em pessoas portadoras do Parkinsonismo Atípico, termo que envolve uma série de síndromes como paralisia muscular supranuclear progressiva, atrofia sistêmica múltipla e degeneração córtico-basal.

A Doença de Parkinson tem origem na morte celular numa parte fundamental do cérebro chamada substância nigra, que é uma porção heterogênea do mesencéfalo responsável pela produção de um neurotransmissor, a dopamina.

O tratamento padrão neste caso é uma droga chamada levodopa, que o cérebro converte em dopamina. Mas o tratamento não é efetivo ou não funciona quando se trata de Parkinsonimo Atípico.

Os médicos holandeses testaram sua teoria em 111 pacientes com sintomas parkinsonianos e que eram capazes de andar de bicicleta no início da pesquisa.

Ao fim do estudo, 45 dos pacientes foram confirmados com a doença de Parkinson e 64 com Parkinsonismo Atípico.

Durante os 30 meses que foram pesquisados, apenas dois dos 45 pacientes com Parkinson pararam de andar de bicicleta, mas do grupo de 64 pacientes diagnosticados com o Parkinsonismo Atípico, 34 apresentaram incapacidade de continuar pedalando.

“Sugerimos que a perda de capacidade de pedalar depois do estabelecimento da doença pode servir como um novo sinal de alerta, indicando a presença de Parkinsonismo Atípico”, afirmam os pesquisadores em sua carta.

 Fonte: Da France Presse – Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso

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Tai Chi Chuan e o equilíbrio de pessoas com Parkinson

6/04/2016 - 9:55 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

Tai Chi Chuan melhora o equilíbrio de pacientes com doença de Parkinson
Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

idosostaichiJá se sabe que exercícios são benéficos para os pacientes com a Doença de Parkinson, uma doença neurológica caracterizada por tremores, lentidão ao andar e dificuldades de equilíbrio. E pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Oregon, liderados pelo médico Fuzhong Li, acabam de acrescentar um dado importante a este conhecimento: eles descobriram que praticar Tai Chi Chuan também ajuda os pacientes com Parkinson a melhorarem seu equilíbrio e aumentarem a força muscular.
O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Desordens Cronológicas e Derrame (NINDS) e publicado na revista “New England Journal of Medicine”. Os cientistas selecionaram 195 pacientes com Parkinson que tinham problemas motores, mas conseguiam ficar em pé e andar sem ajuda.
Aleatoriamente, cada um recebeu um programa de exercícios: Tai Chi Chuan, treino de resistência ou alongamento. O tai chi aumentou o equilíbrio e a força. O treinamento de resistência tornou mais fortes os músculos envolvidos no equilíbrio. E o alongamento não se mostrou eficiente em nenhum dos dois aspectos.
Cada grupo teve aulas duas vezes por semana, ao longo de seis meses. Os pesquisadores então avaliaram uma série de aspectos relacionados ao equilíbrio e a aptidões físicas, como capacidade de se inclinar, controle direcional, força nas pernas, comprimento do passo e agilidade ao andar.
O tai chi também proporcionou mais ganhos no que se refere às habilidades de se inclinar, caminhar dando passos mais largos e ter controle direcional do que o treino de resistência.
De acordo com os relatos dos participantes, 67% dos que fizeram Tai Chi Chuan passaram a sofrer menos quedas ao longo das 24 semanas do estudo. Nos três meses que se seguiram ao final do programa, eles ainda caíam menos do que os membros dos outros grupos — o que parece indicar, também, que o efeito do tai chi se prolonga.
— Estes resultados são clinicamente significativos porque eles sugerem que o tai chi, um exercício de baixo ou moderado impacto, pode ser usado como um auxiliar nas terapias físicas usadas atualmente para tratar de alguns problemas chave no Parkinson, tais como instabilidade de postura e no andar — disse o médico Fuzhong Li.

Fonte: Portal da Educação Física (11/03/2012)
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Tai chi chuan para a Doença de Parkinson

4/03/2016 - 10:40 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida

Tai chi chuan ameniza sintomas da Doença de Parkinson
Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

tai-chi-chuanTai chi chuan: fácil de praticar, pode ser uma importante ferramenta no combate aos sintomas da doença de Parkinson (Thinkstock). Estudo publicado no periódico The New England Journal of Medicine observou que a prática de Tai chi chuan provoca melhoras significativas nos sintomas de pacientes com a Doença de Parkinson. A pesquisa, desenvolvida no Instituto de Pesquisa de Oregon, nos Estados Unidos, concluiu que a atividade pode beneficiar a estabilidade postural e a capacidade de andar dos indivíduos com a doença.
O estudo foi feito junto a um projeto de quatro anos que proporcionava a pacientes com problemas neurológicos ou com histórico de derrame três tipos de atividades físicas: Tai chi chuan, treinamento de resistência ou alongamento. Os pesquisadores selecionaram 195 pacientes com Doença de Parkinson e observaram as mudanças ocorridas na saúde deles após 24 semanas de prática de algum dos exercícios, em aulas com duração de 60 minutos, duas vezes por semana.
Resultados- Ao final desse período, os participantes do grupo de Tai chi chuan apresentaram melhor capacidade de se inclinar em qualquer direção sem perder o equilíbrio, melhor controle direcional do corpo e melhor capacidade de andar (ou seja, com passos maiores e com mais firmeza) do que o grupo que praticou alongamentos. Os adeptos do Tai chi chuan, em comparação com aqueles que praticaram treinamento de resistência, demonstraram melhor equilíbrio e passos mais longos ao caminharem. Esses dois exercícios revelaram semelhante — e significativa — redução de incidência de quedas, o que foi observado em menor escala entre os indivíduos do grupo de alongamento.
“Esse estudo é clinicamente significativo pois sugere que o Tai chi chuan, um exercício de impacto de baixo a moderado, pode ser utilizado como um complemento das terapias físicas aplicadas em pacientes com Parkinson. A atividade mostrou que pode reduzir problemas de postura e de instabilidade ao andar, além de melhorar sintomas da doença, que afetam a mobilidade, a flexibilidade, o equilíbrio e a amplitude do movimento”, afirma o coordenador do estudo, Fuzhong Li.
Segundo Li, os benefícios da atividade vão além da melhora dos sintomas do Parkinson. O Tai chi chuan tem baixo custo, já que não necessita de equipamentos, envolve movimentos fáceis de aprender e pode ser feito em qualquer lugar e a qualquer momento. O pesquisador acredita que o exercício pode também ser indicado para pessoas que precisam de reabilitação por algum outro motivo.

DOENÇA DE PARKINSON
É uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso. A degeneração das células nervosas na doença não tem causa conhecida. Os tratamentos diminuem os sintomas, que são, principalmente, tremores quando os músculos estão em repouso e lentidão dos movimentos. Afeta cerca de 1 em cada 250 indivíduos com mais de 40 anos.

Fonte: Portal da Educação Física (10/02/2012)
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