Osteoporose

7/11/2013 - 16:00 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia

Osteoporose

osteoporoseA osteoporose √© uma doen√ßa que apresenta altera√ß√Ķes nos ossos de modo progressivo e pode resultar em fraturas. As fraturas osteopor√≥ticas afetam qualquer parte do esqueleto, exceto o c√©rebro, sendo mais comum nos punhos, nos ombros, na coluna e lombar e no f√™mur.

A osteoporose est√° associada ao alto custo econ√īmico com hospitaliza√ß√Ķes, cuidados espec√≠ficos e especializados, institucionaliza√ß√Ķes, incapacidades e at√© mesmo morte prematura.

Muitos fatores de riscos de perda √≥ssea s√£o conhecidos como os relativos √† idade (a partir dos 35 anos), a gen√©tica, as caracter√≠sticas f√≠sicas do osso, o estilo de vida (sedentarismo, tabagismo, fraturas pr√©vias, obesidade ou estar acima do peso considerado ideal), a nutri√ß√£o (ingest√£o de refrigerantes e bebidas alco√≥licas, falta de c√°lcio e de vitamina D ‚Äď exposi√ß√£o ao sol), as doen√ßas cr√īnicas e hormonais e determinados medicamentos.

Geralmente, a osteoporose no in√≠cio n√£o apresenta sintomas, por isso, a pessoa s√≥ toma conhecimento ap√≥s alguma fratura. Para realizar o diagn√≥stico utiliza-se a Densitometria √ďssea, um m√©todo n√£o invasivo e de r√°pida execu√ß√£o, possui grande exatid√£o e precis√£o.

O tratamento medicamentoso na osteoporose tem como objetivo a diminuição dos riscos de fraturas e o aumento da massa óssea. Já o tratamento não farmacológico é também considerado como uma medida preventiva: alimentação balanceada e adequada; exercícios físicos regulares; e ambientes seguros que visem à prevenção de quedas.

Referência:

Silvia Regina Mendes Pereira e Laura Maria Carvalho de Mendonça. Osteoporose e Osteomalacia. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.73, pp.839-856.

Por: Roberta dos Santos Tarallo.

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Estimulação Cognitiva em Idosos

4/10/2013 - 9:16 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Sugest√£o de leituras

Estimula√ß√£o Cognitiva em Idosos ‚Äď √änfase em Mem√≥ria

livestimcogAutores: Thaís Bento Lima da Silva, Evany Bettine de Almeida e Franklin Santana Santos

Editora: Atheneu

Ano: 2013

Este livro que tem por objetivo utilizar os recursos mais atuais e contempor√Ęneos da estimula√ß√£o cognitiva para reabilitar ou, pelo menos, minimizar o t√£o comum d√©ficit de mem√≥ria encontrado em idosos.

Os capítulos contemplam didáticas que, a um só tempo, associam os conceitos relacionados ao déficit cognitivo e aqueles que se aplicam à prática da reabilitação.

Inicialmente, seu texto aborda os aspectos gerais do envelhecimento cognitivo e sociodemogr√°fico.

Segue-se o estudo particularizado das habilidades cognitivas e o treino específico e próprio de alguma delas.

O livro continua com a valoriza√ß√£o da import√Ęncia da aplica√ß√£o dos instrumentos e baterias cognitivas para se detectar os poss√≠veis d√©ficits e comprometimentos no idoso.

Por fim, destacam-se técnicas de treino cognitivo e programas concebidos para grupos de idosos com características próprias: analfabetos, hipertensos, diabéticos, acometidos pela Doença de Alzheimer, com comprometimento cognitivo leve, ai que se acrescenta o planejamento das atividades indicadas para o trabalho com indivíduos ou grupos.

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Constipação Intestinal e Envelhecimento

1/10/2013 - 19:49 Por:

Categoria(s): Dicas, Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia

const_intestConsidera-se constipa√ß√£o intestinal a evacua√ß√£o inferior a tr√™s vezes por semana. Al√©m disso, a constipa√ß√£o intestinal funcional cr√īnica √© caracterizada por dois ou mais itens que ocorrem em 12 semanas ou mais nos √ļltimos 12 meses: esfor√ßo intenso, fezes endurecidas, sensa√ß√£o de evacua√ß√£o incompleta, sensa√ß√£o de obstru√ß√£o ou bloqueio na regi√£o anal e manobras manuais para auxiliar a defeca√ß√£o.

¬†A constipa√ß√£o intestinal pode ser comum em idosos devido √† associa√ß√£o entre os diversos fatores como: a menor movimenta√ß√£o do intestino, o uso de determinados medicamentos, o sedentarismo, a altera√ß√£o na alimenta√ß√£o, a baixa ingest√£o h√≠drica e as condi√ß√Ķes de sa√ļde apresentada. Pesquisas evidenciam que a maior frequ√™ncia de constipa√ß√£o intestinal ocorre em mulheres.

 São diversas as modalidades de tratamento para a constipação intestinal. Se a causa for relacionada a medicamentos, o tratamento, em alguns casos, poderá ser revisto para que ocorra a reversão do quadro. Há diferentes tipos de laxantes e outros agentes farmacológicos.

Diante do tratamento n√£o farmacol√≥gico, recomenda-se a associa√ß√£o o ato de evacuar a um determinado per√≠odo ou atividade do dia (assim que acordar, ap√≥s uma refei√ß√£o ou uma caminhada). √Č preciso encorajar o idoso √† pr√°tica regular de atividade f√≠sica. Al√©m de ingerir mais alimentos contendo fibras, comer mais frutas e verduras e beber mais l√≠quidos, de prefer√™ncia a √°gua.

 A evacuação diária em idosos não é obrigatória, podendo ocorrer de modo satisfatório a cada dois dias.

Deve-se ressalta que a constipa√ß√£o intestinal pode comprometer a qualidade de vida dos idosos e, em casos mais graves, pode aumentar o risco de c√Ęncer de c√≥lon e resultar em disfun√ß√Ķes do assoalho p√©lvico.

Referências:

BRAZ, M. M. et al. Efeitos da massagem sobre a constipação intestinal: uma revisão sistemática. BIOMOTRIZ, v.7, n. 01, 2013.

GORZONI, M. L.; MARROCHI, L. C. R. Constipa√ß√£o Intestinal e Diarreia. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.57, pp.691 ‚Äď 697.

 

Por Roberta Tarallo

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Efeitos da educa√ß√£o em sa√ļde

2/09/2013 - 12:14 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia, Sugestão de leituras

Confira o artigo sobre os “Efeitos da educa√ß√£o em sa√ļde sobre atitudes de idosos e sua contribui√ß√£o para a educa√ß√£o gerontol√≥gica”, de Wanda P. Patroc√≠nio e Beltrina P. C. Pereira.

educidoso

Al√©m da percep√ß√£o dos idosos em rela√ß√£o ao significado do envelhecimento saud√°vel, para que se chegue a essa fase da vida com sa√ļde e bem-estar, √© preciso considerar os h√°bitos de vida, bem como seus comportamentos. Os comportamentos influenciam diretamente a mudan√ßa de atitudes e a forma como as pessoas lidam com os aprendizados em sa√ļde. Assim sendo, a forma como os idosos agir√£o em rela√ß√£o √† pr√≥pria sa√ļde e a outros aspectos de suas vidas depender√°, em grande parte, das imagens de velhice e de suas atitudes em rela√ß√£o ao envelhecimento.

Tendo em vista a educa√ß√£o e o processo de aprendizagem os objetivos do estudo foram implantar e analisar os efeitos de um programa de educa√ß√£o popular em sa√ļde dirigido a idosos comunit√°rios sobre as atitudes dos mesmos em rela√ß√£o √† pr√≥pria exist√™ncia nessa etapa de suas vidas. √Č um estudo fundamentado em Freire, para quem a educa√ß√£o ‚Äúimplica a consci√™ncia de mim no mundo, com ele e com os outros, que implica tamb√©m a nossa capacidade de perceber o mundo, de compreend√™-lo‚ÄĚ (1995, p. 75-76). Al√©m disso, o estudo buscou auxiliar o idoso em seu processo de desenvolvimento pessoal e, consequentemente, na reflex√£o sobre melhoras para o seu envelhecimento saud√°vel. Por fim, pretendeu-se contribuir no desenvolvimento de um programa que possa auxiliar outros profissionais em sua pr√°tica cotidiana de trabalho com idosos.

Veja os resultados e as considera√ß√Ķes do estudo http://www.scielo.br/pdf/tes/v11n2/a07v11n2.pdf

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A Psicomotricidade e o Idoso

19/08/2013 - 11:04 Por:

Categoria(s): Sugest√£o de leituras

A PSICOMOTRICIDADE E O IDOSO: uma educa√ß√£o para a sa√ļde.

psicomotricidadeAutora: F√°tima Alves
Editora: WAK
Ano: 2013

O livro traz o trabalho psicomotor e a sua contribui√ß√£o na constru√ß√£o e preserva√ß√£o da sa√ļde do idoso para uma melhor qualidade de vida. A inten√ß√£o √© demonstrar que o idoso, por meio de um trabalho elaborado, pode dar continuidade √† utiliza√ß√£o de seu corpo e seus movimentos da melhor forma poss√≠vel. Assim sendo, a Psicomotricidade √© o campo investigativo. O envelhecimento reflete nas v√°rias possibilidades das atitudes diante de alguns ambientes, sendo que os problemas que mais afligem o idoso s√£o os da sa√ļde, porque, a partir do momento em que esta √© debilitada, vem o temor de tornar-se dependente.

SUM√ĀRIO
Pref√°cio
Apresentação
Introdução
Capítulo I: Terceira Idade: a identidade de um cidadão
1.1 ‚Äď O Envelhecimento e suas m√ļltiplas faces
1.2 ‚Äď Sa√ļde e Qualidade de Vida na Velhice
1.3 ‚Äď Mem√≥ria: lembran√ßas e esquecimentos
1.4 ‚Äď Fam√≠lia: conviv√™ncias, conflitos, participa√ß√£o e intera√ß√£o
Capítulo II: O Corpo e Perspectivas Psicomotoras
2.1 ‚Äď O Corpo: seus s√≠mbolos, linguagem e raz√Ķes
2.2 ‚Äď Psicomotricidade: a√ß√£o, constru√ß√£o e consci√™ncia
2.3 ‚Äď Educa√ß√£o, Reeduca√ß√£o e Terapia Psicomotora
2.4 ‚Äď Atividades para 3a Idade como ess√™ncia de motiva√ß√£o
Capítulo III: Pesquisa: traçando um perfil do idoso
3.1 ‚Äď Desenvolvendo uma pesquisa
3.2 ‚Äď O grupo pesquisado
3.3 ‚Äď As Entrevistas
Conclus√£o
Referências

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Fun√ß√Ķes Executivas e Envelhecimento

6/08/2013 - 21:28 Por:

Categoria(s): Gerontologia

As fun√ß√Ķes executivas e o envelhecimento

executivasAs fun√ß√Ķes executivas est√£o relacionadas com o desempenho para iniciar, planejar, executar e monitorar planos e metas eficazes, bem como identificar imprevisto e valorizar a import√Ęncia e a prioridade de tarefas e elaborar respostas alternativas diante de novas situa√ß√Ķes. Logo, o funcionamento executivo se refere ao modo de realizar a a√ß√£o planejada e envolve a capacidade de desenvolver estrat√©gias para alcan√ßar determinados objetivos, sendo necess√°rio o manejo do comportamento.

As fun√ß√Ķes executivas que podem se manter est√°veis durante o envelhecimento s√£o aten√ß√£o sustentada, habilidades comunicativas, de linguagem (vocabul√°rio) e de percep√ß√£o visual. Sabe-se que ao envelhecer, algumas altera√ß√Ķes cognitivas podem ser significativas e provocarem o decl√≠nio na aten√ß√£o seletiva, na nomea√ß√£o de objetos, nas habilidades visuoespaciais, na mem√≥ria epis√≥dica e operacional e na flu√™ncia verbal (aspectos executivos).

O impacto dos d√©ficits das fun√ß√Ķes executivas, no dia a dia, compromete o processamento de informa√ß√£o e a elabora√ß√£o de a√ß√Ķes adaptativas como iniciar tarefas, estimar de tempo, alternar ou priorizar tarefas, controlar impulsos, entre outras a√ß√Ķes.

Entender o decl√≠nio executivo √© imprescind√≠vel, pois auxilia na detec√ß√£o precoce de quadros degenerativos e ajuda a implementar a√ß√Ķes efetivas de preven√ß√£o e de tratamento. A preserva√ß√£o das fun√ß√Ķes executivas reflete a capacidade adaptativa, tanto na realiza√ß√£o de tarefas de vida di√°ria como em rela√ß√£o ao adequado conv√≠vio social.

Com isso, é importante inserir uma abordagem ainda no início, para que o funcionamento executivo seja preservado, tendo em vista, principalmente, o seu impacto no desempenho funcional do idoso e a relação do déficit na conversão para demência.

Quando n√£o for poss√≠vel evitar o d√©ficit cognitivo, as interven√ß√Ķes que desaceleram o processo de deteriora√ß√£o se tornam fundamentais, pois ajudam na redu√ß√£o da depend√™ncia e minimizam a sobrecarga do cuidador. No caso do paciente com preju√≠zo executivo, altera√ß√Ķes no ambiente, metas mais claras e sucintas, rotinas e elucida√ß√Ķes dos passos para a realiza√ß√£o da tarefa, com aux√≠lios externos, podem minimizar as dificuldades e prolongar a independ√™ncia.

PEREIRA, F. S. Fun√ß√Ķes Executivas no Envelhecimento Normal e Patol√≥gico. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.141, pp.1561 ‚Äď 1564.

 Por Roberta dos Santos Tarallo.

 

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Fragilidade e Qualidade de Vida na Velhice

1/07/2013 - 11:19 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Sugest√£o de leituras

Sugest√£o de leitura 188

 fragilidadeAnita Liberalesso Neri (org.)

Editora Alínea

Data: 2013

¬†SUM√ĀRIO

Apresentação

Capítulo 1 РFragilidade e qualidade de vida na velhice.

Capítulo 2 РMetodologia do Estudo Fibra Unicamp sobre fragilidade em idosos, em Belém, Parnaíba, Campina Grande, Poços de Caldas, Ermelino Matarazzo, Campinas e Ivoti.

Cap√≠tulo 3 – Caracteriza√ß√£o demogr√°fica e socioecon√īmica dos idosos participantes do Estudo Fibra Unicamp.

Capítulo 4 РIndicadores de fragilidade.

Capítulo 5 РCognição e fragilidade.

Capítulo 6 РPressão arterial e fragilidade.

Capítulo 7 РEstado nutricional, risco para doenças cardiovasculares e fragilidade.

Cap√≠tulo 8 – Doen√ßas cr√īnicas, sinais e sintomas, uso de medicamentos, dist√ļrbios de sono e fragilidade.

Capítulo 9 РQuedas, senso de autoeficácia para quedas e fragilidade.

Cap√≠tulo 10 – Sa√ļde bucal, condi√ß√Ķes funcionais para alimenta√ß√£o e fragilidade.

Capítulo 11 РDesempenho de atividades de vida diária e fragilidade.

Cap√≠tulo 12 – Acesso e uso de servi√ßos de sa√ļde e fragilidade.

Cap√≠tulo 13 – Avalia√ß√£o subjetiva de sa√ļde e fragilidade.

Cap√≠tulo 14 – Rela√ß√Ķes entre atividades sociais, f√≠sicas, de lazer passivo e de repouso diurno e fragilidade.

Capítulo 15 РArranjos domiciliares, suporte social, expectativa de cuidado e fragilidade.

Capítulo 16 РSintomas depressivos e fragilidade.

Capítulo 17 РEventos de vida, estratégias de enfrentamento e fragilidade: dados de Parnaíba e Ivoti.

Capítulo 18 РBem-estar indicado por satisfação, afetos positivos e negativos e senso de ajustamento psicológico.

Capítulo 19 РO que os idosos entendem por velhice saudável e por ser feliz na velhice?

Cap√≠tulo 20 – Resumo e conclus√Ķes: O que aprendemos sobre fragilidade em idosos brasileiros, a partir do Estudo Fibra ‚Äď polo Unicamp.

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Déficits Sensoriais

25/06/2013 - 11:05 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia

sentidosCom o envelhecimento podem ocorrer mudanças no sistema sensorial que interferem na capacidade funcional, na independência e, consequentemente, na qualidade de vida da pessoa.

Ap√≥s os 40 anos, a queda gradativa da vis√£o √© comum. Essa perda pode desencadear ou acentuar outros preju√≠zos, como a redu√ß√£o da sensibilidade aos contrates, a diminui√ß√£o da adapta√ß√£o √† luz e ao escuro, a queda na no√ß√£o de profundidade, na percep√ß√£o de cores, no campo visual perif√©rico e na acomoda√ß√£o e a perda de detalhes visuais. As manifesta√ß√Ķes mais prevalentes s√£o Presbiopia, Catarata, Retinopatia Diab√©tica, Doen√ßa Macular Relacionada √† Idade e Glaucoma. A Hipertens√£o e o Diabetes s√£o fatores de risco para as doen√ßas oculares.

Com rela√ß√£o √† audi√ß√£o, a perda relacionada √† idade √© chamada de presbiacusia. A degenera√ß√£o auditiva ainda √© pouco diagnosticada e tratada, pois muitos evitam admitir ou n√£o percebem o d√©ficit at√© outra pessoa, do conv√≠vio, identificar e relatar. Essa perda √© caracterizada pelo decl√≠nio da sensibilidade em sons agudos e de alta frequ√™ncia. N√£o compreender o que os outros falam limita a comunica√ß√£o e, por consequ√™ncia, o envolvimento em atividades sociais, pois a pessoa tende a evitar lugares com muito ru√≠dos. Os aparelhos auditivos s√£o √ļteis para minimizar os sintomas, prevenir a piora e restabelecer a comunica√ß√£o.

Quanto ao olfato e ao paladar, o uso de alguns medicamentos, determinadas interven√ß√Ķes cir√ļrgicas e fatores ambientais est√£o relacionados com a perda desses sentidos. Ambos os d√©ficits levam √† diminui√ß√£o do apetite. No envelhecimento, as mudan√ßas no paladar s√£o menos prevalentes que as do olfato. D√©ficit no olfato pode estar associado ao tabagismo, com o acidente vascular encef√°lico (conhecimento como derrame), √† epilepsia, √† congest√£o nasal, √† infec√ß√£o respirat√≥ria e √† dem√™ncia.

Diante das perdas sensoriais, decorrentes do processo de envelhecer, n√£o devem ser menosprezadas como sendo algo normal, mas precisam de aten√ß√£o, pois o diagn√≥stico precoce favorece a implanta√ß√£o de medidas para minimizar os d√©ficits e prevenir outros agravos, garantindo, assim, a qualidade de vida daqueles que vivenciam essas altera√ß√Ķes.

COUTO, F. B. D. D√©ficits Sencoriais. In: GUARIENTO, M. E.; NERI, A. L. (orgs.). Assist√™ncia ambulatorial ao idoso. Campinas ‚Äď SP: Editora Al√≠nea, cap.5, 2010, p.69 ‚Äď 76.

Por: Roberta dos Santos Tarallo

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Dislipidemia em Idosos

17/05/2013 - 19:42 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia

Dislipidemia em idosos

A dislipidemia √© um dos dist√ļrbios metab√≥licos mais comuns nas sociedades industrializadas e consiste na altera√ß√£o da quantidade de lipoprote√≠nas plasm√°ticas caracterizada por aumento e, ou, redu√ß√£o das part√≠culas. De forma mais clara, a dislipidemia √© caracterizado pelo colesterol dito ruim aumentado (LDL – Low Density Lipoprotein) e pelo colesterol ‚Äúbom‚ÄĚ diminu√≠do (HDL ‚Äď High Density Lipoprotein) demonstrado, principalmente, por meio do exame de perfil lip√≠dico completo ap√≥s 9 ou 12 horas.

Os aspectos que podem levar à dislipidemia, ou seja, os fatores de risco estão associados com a presença de hipertensão arterial sistêmica (com pressão arterial maior que 140/90) ou em tratamento com anti-hipertensivo; doença arterial coronariana; aneurisma de aorta abdominal; tabagismo; sedentarismo; histórico familiar; HDL menor que 40; LDL maior que 130 e idade (mais de 45 anos para homens e 55 anos para mulheres).

O tratamento depende da avaliação cuidadosa dos fatores de risco para evento coronariano. Idosos com doença cárdio ou cerebrovascular, doença aterosclerótica generalizada estabelecida ou ainda diabetes e outros fatores de risco devem ser encaminhados mais precocemente para tratamento medicamentoso, além de mudanças no estilo de vida. Aqueles com baixo perfil de risco devem ser tratados prudentemente com dieta adequada e programa adequado de atividade física.

saudavel

De modo, as considera√ß√Ķes pr√°ticas devem abordar a motiva√ß√£o do idoso; a situa√ß√£o econ√īmica; uma dieta saud√°vel, com menos gordura saturada, mais fibras sol√ļveis, pot√°ssio, nutrientes antiantioxidantes, √°cido f√≥lico, c√°lcio, vitamina D e alimentos funcionais foi composto de hortali√ßas e frutas. Al√©m disso, deve-se atentar para a restri√ß√£o do consumo de bebida alco√≥lica, a suspen√ß√£o do fumo, a redu√ß√£o de peso e o aumento pr√°tica de atividade f√≠sica.

MORIGUCHI, E. H.; VIEIRA, J. L. C. Dislipidemia em Idosos. In: FREITAS, E. V. e PY, L. (orgs.). Tratado de Geriatria e Gerontologia, cap.35, 2011, p.428-435.

MAIA, I. C. M. P.; NICOLATO, R.; LOPES, A. C. S. Aconselhamento nutricional a idosos dislipidêmicos. Rev. Med. Minas Gerais, v. 21, n.3, 2011, p.253-259.

Por: Roberta dos Santos Tarallo

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Palestra sobre Gerontologia

14/05/2013 - 15:44 Por:

Categoria(s): Educação, Gerontologia, Palestras

SERVI√áOS ‚Äď GeroVida

A GeroVida oferece o servi√ßo de Palestras ‚Äď eventos de 1 ou 2 horas que pode ser realizado em semin√°rios, congressos, empresas, escolas e institui√ß√Ķes em geral, discutindo o tema Gerontologia.

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Gerontologia

Palestra com os seguintes objetivos:

– definir o conceito;

Рfalar sobre as áreas de atuação e o campo de trabalho;

– realizar uma reflex√£o sobre a imagem da velhice;

– possibilidades de atua√ß√£o nas escolas p√ļblicas e particulares nos ensinos fundamental e m√©dio com atividades intergeracionais.

Entre em contato para realizar esta palestra em sua instituição ou grupo.

Esta palestra pode ser adquirida na vers√£o √† dist√Ęncia. Interessados, clique aqui.

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