Sociabilidade em Idosos

17/03/2017 - 13:30 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia

O envolvimento social √© definido pelo desempenho em atividades que oferecem oportunidade para intera√ß√£o com outras pessoas. A escolha das atividades sociais pelos idosos depende de motiva√ß√Ķes pessoais e de oportunidades que est√£o relacionadas √† cultura, aos valores subjetivos, √† renda, √† escolaridade, ao g√™nero, √† idade, √† independ√™ncia f√≠sica, √† cogni√ß√£o e ao estilo de vida.
Entre os idosos, o envolvimento social √© um indicador de bons n√≠veis de sa√ļde e funcionalidade expressas em habilidades f√≠sicas, cognitivas, emocionais e sociais, prevenindo perdas. O desempenho de atividades complexas ou avan√ßadas de vida di√°ria (AAVDs), por sua vez, √© indicador importante do envolvimento social que colocam as pessoas idosas em contato com pap√©is e fun√ß√Ķes sociais, produtividade e participa√ß√£o na comunidade.
Há seis níveis de atividades sociais conforme a complexidade de cada tarefa:
1) Atividades em casa em que a pessoa realiza sozinha preparando para interagir com outras;
2) Estar sozinha, mas com um grupo de pessoas em torno fora de casa;
3) Interagir com outras pessoas, mas sem realizar atividade específica e de vínculo com elas (pedir informação na rua ou por telefone, conversar rapidamente do elevador, cumprimentar alguém brevemente);
4) Realizar uma atividade junto com outras pessoas, colaborando para alcançar um objetivo em comum;
5) Ajudar outras pessoas voluntariamente com determinado vínculo ou necessidade;
6) Contribuir para a sociedade de forma cívica.
Os idosos saudáveis podem manter o nível de atividade e de envolvimento social para garantir suporte e apoio e aumentar o seu bem-estar subjetivo. Porém, podem afastar-se de atividades sociais para preservar os recursos físicos e emocionais ou por causa de mudanças em suas prioridades.
Nos casos de pessoas que se envolvem pouco ou n√£o se envolve em intera√ß√Ķes sociais deve-se a restri√ß√Ķes ligadas √†s doen√ßas, incapacidades, falta de motiva√ß√£o, ou mesmo de forma mais abrangente √† sociedade, como normas e fatores culturais e ambientais. Na velhice, as atividades e o envolvimento social podem diminuir em frequ√™ncia e amplitude caso haja diminui√ß√£o da sa√ļde f√≠sica, cognitiva e capacidade funcional.

Referência:
Anita Liberalesso Neri. Palavras-chave em Gerontologia. Campinas: Editora Alínea, 2014, pp.328-334.

Por: Roberta dos Santos Tarallo.

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Diagnóstico e Tratamento dos Transtornos de Humor em Idosos

15/02/2017 - 15:01 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Sugest√£o de leituras

Sugest√£o de Leitura 223
Diagnóstico e Tratamento dos Transtornos de Humor em Idosos
Autores: Cássio M. C. Bottino, Sergio Luís Blay e Jerson Laks.
Ano: 2012
Editora: Atheneu

A obra aborda os principais aspectos da epidemiologia, psicopatologia, etiologia e neurobiologia, diagn√≥stico diferencial, tratamento farmacol√≥gico e psicossocial dos transtornos do humor (transtornos depressivos e transtorno afetivo bipolar). S√£o abordados em profundidade tamb√©m as condi√ß√Ķes cl√≠nicas com√≥rbidas que interferem com o tratamento e as estrat√©gias de preven√ß√£o desses transtornos em pacientes idosos.

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A Terapia Intensiva e o Paciente Idoso

6/02/2017 - 8:44 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Tratamento de Doenças

A cria√ß√£o de √°reas hospitalares especializadas no tratamento de pacientes com estado de sa√ļde cr√≠tico foi poss√≠vel devido aos avan√ßos nas t√©cnicas de monitoramento, ventila√ß√£o mec√Ęnica e reanima√ß√£o cardiorrespirat√≥ria. Diante da alta complexidade dos recursos utilizados, os custos tamb√©m s√£o elevados.
Diversos estudos mostram que o paciente idoso tem maior mortalidade em Centro de Terapia Intensiva (CTI) ou Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, o fator determinante para a maior mortalidade é a gravidade da doença apresentada. Além da gravidade, os principais fatores de risco são a funcionalidade, a cognição e a presença de outras doenças.
A funcionalidade √© importante como medida de avalia√ß√£o do sucesso do tratamento. A interna√ß√£o intensiva n√£o √© s√≥ para manter o paciente vivo, mas tamb√©m √© de mant√™-lo com suas capacidades para que retorne a uma condi√ß√£o de sa√ļde satisfat√≥ria.
A eficiência e a rapidez do atendimento dentro da terapia intensiva aumentam a chance de alta e aperfeiçoam a terapêutica para o idoso. Deve-se fazer o todo o possível para que o paciente seja atendido fora do CTI ou da UTI , mas quase se determina a indicação do tratamento intensivo, a transferência deve ser feita com a maior precocidade e deve-se utilizar todos os recursos disponíveis.
Os crit√©rios de admiss√£o e de perman√™ncia variam de acordo com cada servi√ßo. √Č importante que a fam√≠lia participe de todas as fases, discutindo o motivo da transfer√™ncia, expectativa e agressividade do tratamento, sobrevida e progn√≥stico. A intera√ß√£o de toda a equipe √© fundamental para o direcionamento e o sucesso do tratamento.
A equipe inter e multiprofissional √© essencial para a boa evolu√ß√£o do paciente idoso e o menor tempo de interna√ß√£o. Deve ter a participa√ß√£o do intensivista, do m√©dico espec√≠fico do paciente, do enfermeiro, do fisioterapeuta, do fonoaudi√≥logo, do geront√≥logo, do nutricionista, do psic√≥logo, do assistente social e do assistente religioso. √Č importante o respeito profissional, a integra√ß√£o, a comunica√ß√£o e o envolvimento dos familiares no tratamento e nas decis√Ķes a respeito do progn√≥stico do paciente idoso.

Referência:
Maria do Carmo Sitta, Wilson Jacob Filho e José Marcelo Farfel. O idoso no Centro de Terapia Intensiva. In: FREITAS, E. V.Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.110, pp.1242 Р1246, 2011.
Por: Roberta dos Santos Tarallo.
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Velhices: temas emergentes nos contextos psicossocial e familiar

23/01/2017 - 11:14 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Sugest√£o de leituras

Organizadoras: Deusivania Vieira da Silva Falc√£o , Janari da Silva Pedroso e Ludgleydson Fernandes de Araujo.
Editora: Alínea
Ano: 2016

O livro apresenta temas novos na pesquisa gerontol√≥gica brasileira ‚ąí idosos centen√°rios, LGBT, uso abusivo de √°lcool e drogas, suic√≠dio e envelhecimento, e HIV/Aids ‚ąí, traz literatura recente e an√°lises sobre assuntos importantes a qualquer tempo ‚ąí preconceitos baseados na idade, suporte social e funcionalidade familiar, regula√ß√£o emocional, treino cognitivo, aposentadoria, e bem-estar psicol√≥gico de cuidadores familiares de idosos com doen√ßa de Alzheimer ‚Äď, bem como dedica quatro de seus cap√≠tulos ao tratamento cient√≠fico da quest√£o da viol√™ncia contra pessoas idosas.
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Cursos √† dist√Ęncia

16/01/2017 - 8:23 Por:

Categoria(s): Cursos, Gerontologia, Qualidade de Vida, Sem categoria, Terapias Complementares, Tratamento de Doenças

Cursos disponíveis:
– Curso Como montar uma Casa de Repouso para idosos;
– Curso Como montar um Centro-Dia para idosos;
РCurso básico de Argila Terapêutica;
– Curso b√°sico de Gerontologia e Cuidado de idosos;
РCurso Como estimular a memória de idosos.
E muito mais!
Acesse www.gerovida.com.br

 

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Acidente Vascular Cerebral e o Envelhecimento

17/10/2016 - 8:58 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia

avc-derrameO Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ocorrer de duas formas: hemorr√°gico ou isqu√™mico; respectivamente, quando vasos sangu√≠neos do c√©rebro rompem-se ou s√£o bloqueados por co√°gulos de sangue ou subst√Ęncias gordurosas. A perda do fluxo sangu√≠neo para uma √°rea do tecido cerebral priva as c√©lulas de oxig√™nio, perdendo suas fun√ß√Ķes ou morrendo.
Frequentemente o AVC ocorre sem aviso prévio. Algumas vezes, entretanto, um ataque isquêmico transitório (AIT), ou uma série deles, leva a um princípio de AVC. Estudos observaram que AITs ocorrem em 30% das pessoas que tiveram posteriormente AVCs completos.
Os mecanismos responsáveis pelo AVC são variáveis e têm implicação direta na definição das medidas terapêuticas preventivas a serem adotadas para cada paciente. Pelo menos 85% dos casos são isquêmicos, 9% são devidos às hemorragias intracerebral e 4% são atribuídos à hemorragias subaracnoíde.
A Hipertens√£o Arterial Sist√™mcia (HAS) isoladamente constitui o maior fator de risco conhecido para AVC na popula√ß√£o geral. A idade, por sua vez, √© o principal fator de risco n√£o modific√°vel para AVC. A partir dos 55 anos de idade, o risco de AVC dobra a cada d√©cada de vida. Estima-se que 75 a 89% dos casos de AVC ocorram em indiv√≠duos com idade ‚Č• 65 anos.
A cada tr√™s novos casos de AVC, um resulta em morte. As sequelas potenciais do AVC em sobreviventes s√£o de grande magnitude e levam, com frequ√™ncia √† perda da independ√™ncia pessoal. O AVC √© considerado a maior causa de incapacita√ß√£o funcional em popula√ß√Ķes adultas, sobretudo nas faixas et√°rias mais avan√ßadas.
A prevenção consiste na modificação do estilo de vida com medidas que contribuem para a redução do risco cardiovascular como alimentação balanceada e pática de atividade física regularmente. De modo secundário, o tratamento de da HAS, Obesidade, Diabetes e Dislipidemia se faz necessário para reduzir o risco de AVC.

Referências:
Dee Unglaub Silverthorn. Fisiologia Humana: uma abordagem integrada. Barueri: Manole, cap.9, p.259, 2003.
Roberto Dischinger Miranda e Jairo Lins Borges. Doenças Vasculares. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.47, pp.565-583, 2011.

Por: Roberta dos Santos Tarallo.

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Fragilidade na Velhice

19/09/2016 - 10:24 Por:

Categoria(s): Gerontologia

fragilidade-idoso‚ÄúCaracteriza-se por diminui√ß√£o das reservas de energia, desregula√ß√£o neuroend√≥crina, decl√≠nio da fun√ß√£o imune e redu√ß√£o da resist√™ncia aos estressores. Relaciona-se de forma robusta com risco para morte em prazo relativamente curto, doen√ßas cr√īnicas, incapacidades, quedas e necessidade de institucionaliza√ß√£o.‚ÄĚ
Com vistas a explicar as condu√ß√Ķes relacionadas ao envelhecimento n√£o saud√°vel, muitos estudos v√™m sendo realizados desde os anos de 1990.
Nos Estados Unidos, um grupo liderado por Linda M. Fried definiu cinco crit√©rios referenciados √† fragilidade: 1) perda de peso n√£o intencional no √ļltimo ano; 2) fadiga; 3)baixa for√ßa de preens√£o; 4) lentid√£o ao caminhar; 5) baixa taxa de gasto energ√©tico semanal em exerc√≠cios f√≠sicos e atividades dom√©sticas.
A presença de um ou dois critérios indica que a pessoa é pré-frágil e três ou mais características do fenótipo significam fragilidade.
A fragilidade tem origem em varia√ß√Ķes g√™nicas expressas em oxidativo, encurtamento dos tel√īmeros, danos ao DNA, e sofre efeitos acumulados ao longo da vida. Inatividade, sarcopenia, anorexia, osteopenia, decl√≠nio cognitivo, incapacidade e doen√ßas (inflamat√≥rias) cr√īnicas s√£o indicadores de vulnerabilidade.
Sendo assim, a fragilização é um processo acumulativo, multifatorial e multideterminado que se expressa no tempo, ao longo dos anos. As oportunidades sociais, o estilo de vida, as atitudes e hábitos culturais, a personalidade e o nível de escolaridade.
O Estudo Fibra (Fragilidade em Idosos Brasileiros) evidenciou que entre os fr√°geis, havia mais vi√ļvos, analfabetos, com menos instru√ß√£o formal e com baixa renda; sugerindo que as vari√°veis socioecon√īmicas podem tornar mais prov√°vel a emerg√™ncia de fragilidade. Al√©m disso, a pesquisa mostrou que as maiores freq√ľ√™ncias de indiv√≠duos com perda ponderal, fadiga, baixa for√ßa de preens√£o, lentid√£o de marcha e inatividade f√≠sica ocorreram entre idosos vi√ļvos.
Ressalta-se que entender sobre o assunto visando √†s possibilidades de adapta√ß√£o e a diminui√ß√£o dos riscos em desenvolver a fragilidade √© imprescind√≠vel. Evitar ou adiar a transi√ß√£o da condi√ß√£o de pr√©-fragilidade para a de fragilidade se faz necess√°rio tanto para a pessoa e a fam√≠lia, quanto para a comunidade e na√ß√Ķes a pouparem recursos materiais e humanos, bem como a promoverem o bem-estar e a qualidade de vida.

Referência:
Anita Liberalesso Neri. Fragilidade. Palavras-chave em Gerontologia. Editora Alínea, Ed.4, pp.166-176, 2014.

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O envelhecimento e a sexualidade

24/08/2016 - 13:52 Por:

Categoria(s): Gerontologia

essenciaO envelhecimento √© um processo heterog√™neo e, por isso, dever ser compreendido a partir das diferen√ßas biol√≥gicas, culturais, hist√≥ricas, psicol√≥gicas e, at√© mesmo sexuais do indiv√≠duo em cada sociedade. A velhice, tal qual as demais fases da vida (inf√Ęncia, juventude, idade adulta) √© circunscrita por transforma√ß√Ķes corporais, emocionais, sociais e econ√īmicas. Enquanto categoria, a velhice n√£o a pessoa em si, ou seja, a idade cronol√≥gica n√£o determina as experi√™ncias vividas, pois a forma como cada pessoa envelhece √© um somat√≥rio de diversas condi√ß√Ķes percorridas ao longo da vida.
A sexualidade √© um tema que deve ser refletido em todas as etapas do envelhecimento. Durante esse processo h√° ressignifica√ß√Ķes imagin√°rias e simb√≥licas, em que as manifesta√ß√Ķes, fantasias, sonhos e desejos est√£o sempre abertos para as possibilidades de realiza√ß√£o sexual. Nesse sentido, a sexualidade vai al√©m da constituinte biol√≥gica do ser humano, √© determinada por elementos psicossexuais.
A sexualidade está nas experiências amorosas que permitirão a cada um, em sua singularidade, construir formas preferenciais de satisfação. Para além do biológico, a sexualidade pode se transformar em outros meios de expressão sublimatória, vias atividades criativas, artísticas ou na convivência com grupos de amigos e familiares, em que a ternura, o toque e as fantasias dão vazão ao prazer, ao simbólico, ao significativo.
Quando, por ventura, as fun√ß√Ķes org√Ęnicas alteram o desempenho sexual, decorrente de mudan√ßas hormonais ou alguma doen√ßa espec√≠fica, a libido, ou seja, a energia sexual que privilegia o aparelho genital para sua realiza√ß√£o, retorna seu investimento a outras zonas do corpo, ressignificando o prazer, encontrado em outras formas er√≥genas, como o toque, a delicadeza de toda sensibilidade.
Desse modo, resgatar o direito da pessoa a uma vida sexual é essencial e implica pensar o amor em suas formas de transformação libidinal, ou seja, outras formas de amor, que passam pela ternura, pelos contatos físicos que erogenizam o corpo, ou seja, despertam o erótico no corpo como o olhar, o cheiro, o toque, a voz.
O idoso n√£o deixa de amar, mas reinventa formas amorosas, re-engendrando a vida em suas infinitas possibilidades. Uma vez que o amor pode ser compreendido em suas manifesta√ß√Ķes er√≥ticas, podendo ser ligado ao afeto ou outras express√Ķes. As fun√ß√Ķes org√Ęnicas e vitais, por vezes perdidas encontram formas compensat√≥rias e sublimat√≥rias de realiza√ß√£o, o que implica a rela√ß√£o com um outro.
O que interfere na vida sexual do idoso est√° al√©m das limita√ß√Ķes org√Ęnicas; √© de ordem psicol√≥gica e social. As cren√ßas, os condicionamentos, os preconceitos existentes sobre a sexualidade, como a chamada andropausa no homem e a menopausa na mulher, tamb√©m s√£o respons√°veis pelas dificuldades existentes que podem aparecer.
Lembre-se de que a sexualidade está para além da relação sexual e o amor não têm limite de idade.

Referência:
Sueli Souza dos Santos. Sexualidade e Velhice. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.138, pp.1542-1546, 2011.

Por: Roberta dos Santos Tarallo.

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Anemia no Idoso

15/06/2016 - 9:26 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Gerontologia, Sem categoria

anemia3A anemia é uma síndrome clínica causada pela redução na massa circulante de hemácias. Na prática, as medidas mais comumente utilizadas são a concentração de homeglobina (Hb), hematócrito e contagem das hemácias por amostra de sangue.
Os crit√©rios de anemia estabelecidos pela Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde (OMS) √© de n√≠veis de hemoglobina < 12g/dl em mulheres e de < 13g/dl em homens.
Essa defini√ß√£o √© questionada por alguns especialistas. Pesquisas mostraram que mesmo os idosos com valores de hemoglobina em uma faixa de varia√ß√£o dentro do padr√£o apresentaram risco mais de desfechos adversos e at√© mortalidade. V√°rios estudos constataram que a anemia, mesmo leve, pode ser considerada um fator de risco independente de doen√ßas, al√©m de contribuir para o decl√≠nio f√≠sico, da fun√ß√£o cognitiva, incapacidade, s√≠ndrome de fragilidade, bem como complica√ß√Ķes de algumas condi√ß√Ķes cl√≠nicas como a doen√ßa renal cr√īnica e cardiovascular.
Classificam as causas das anemias de acordo com as categorias: defici√™ncia nutricional (de ferro, vitamina B12, e fosfolato); doen√ßa renal; doen√ßa cr√īnica; anemia inexplicada (20 a 30% dos idosos).
De origem multifatorial, a preval√™ncia da anemia aumenta com a idade. Contudo, a autora esclarece que ‚Äúo decl√≠nio da hemoglobina e a presen√ßa concomitante de anemia no idoso n√£o devem ser considerados como ‚Äėnormais do envelhecimento‚Äô, e seu achado deve ser prontamente avaliado‚ÄĚ e tratado visando √† manuten√ß√£o da sa√ļde, autonomia e independ√™ncia do idoso.

Referência:
Lívia Terezinha Devens. Anemia. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.104, pp.1179-1190, 2011.

Por: Roberta dos Santos Tarallo.

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Os pés do idoso

11/05/2016 - 11:00 Por:

Categoria(s): Gerontologia

¬†p√©sidosoConsiderando os p√©s estruturas fundamentais para a deambula√ß√£o e, consequente, independ√™ncia no deslocamento e preserva√ß√£o da qualidade de vida, faz-se ent√£o necess√°rio entendimento sobre as transforma√ß√Ķes que podem ocorrer nesta regi√£o.
Com o processo do envelhecimento, altera√ß√Ķes nas estruturas anat√īmicas e fisiol√≥gicas podem afetar os p√©s. Os p√©s alargam-se e perdem o coxim plantar. O arco longitudinal modifica-se gradativamente a partir do progressivo enfraquecimento das estruturas ligamentares. Ressalta-se que o arco longitudinal √© importante e possibilita uma adequada distribui√ß√£o do peso corporal sobre os p√©s durante a marcha.
Determinadas condi√ß√Ķes podol√≥gicas podem comprometer a integridade das unhas, da pelo, dos nervos, dos vasos e das estruturas √≥sseas dos p√©s. Esses fatores podem gerar dor. A dor no p√© √© comum nos idosos e tem uma repercuss√£o desfavor√°vel sobre a mobilidade, com andar dificultado e desequilibrado, afetando o desempenho ao realizar as atividades de vida di√°ria e a preserva√ß√£o da capacidade funcional.
Para identificar patologias é necessário avaliação de um profissional especializado que fará anamnese sobre presença de dor, frequência e duração, associação com temperatura e atividade realizada, etc.. O contexto clínico e a radiografia resultarão em um diagnóstico preciso. Lembre-se de que muitos problemas podem ser evitados, com prevenção associada ao diagnóstico e tratamento precoces.

‚ÄúAlgumas das mais frequentes altera√ß√Ķes nos p√©s que ocorrem com o envelhecimento decorrem de patologias sist√™micas. Comprometimentos dermatol√≥gicos e musculoesquel√©ticos no p√©, associados ao envelhecimento ou a fatores f√≠sicos (caminhar inadequado, obesidade) podem comprometer a qualidade de vida, e modifica√ß√Ķes na sensibilidade e na cor ou temperatura do p√© podem indicar a presen√ßa de doen√ßa cr√īnica, como o diabetes melito. Portanto, a avalia√ß√£o atenta dos p√©s deve fazer parte de cada exame inicial do paciente. Dor, prurido, rubor e palidez s√£o ind√≠cios que justificam maiores investiga√ß√Ķes. J√° que certas patologias mic√≥ticas podem conduzir √† perda da perna, infec√ß√£o tais como onicomicoses devem ser tratadas adequadamente e em locais apropriados.‚ÄĚ (Pinto, 2011, p.1177-1178)

Referência:
Maur√≠lio Jos√© Pinto. Os P√©s do Idoso e suas Repercuss√Ķes na Qualidade de Vida. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia, 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.103, pp.1169-1178, 2011.

Por: Roberta dos Santos Tarallo.

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