Ratos e Homens

14/12/2017 - 18:07 Por:

Categoria(s): Arte, Reflex√£o, Sugest√£o de leituras

Ol√° pessoal!
Hoje indicamos o Livro: Ratos e Homens
A obra acompanha uma dupla incomum George, pequeno e esperto, e Lennie, um homem enorme, porém mentalmente incapacitado. Eles são trabalhadores rurais nos Estados Unidos da década de 30, que vão de fazenda em fazenda a procura de trabalho. Não têm família nem casa, apenas um ao outro.
O livro mostra a luta dos dois para achar meios de sobrevivência em um mundo duro e indiferente. Um clássico, a obra do ganhador do Nobel John Steinbeck, é um estudo sem paralelos da essência humana.
Autor: John Ernst Steinbeck (Prêmio Nobel de Literatura em 1962)
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Melhorando a Função Cerebral

6/12/2017 - 18:01 Por:

Categoria(s): Doen√ßas e problemas de sa√ļde, Educa√ß√£o, Qualidade de Vida, Reflex√£o

A medida que envelhecemos muitos de n√≥s percebemos uma perda de capacidade mental e achamos que isso √© devido em parte a estar ficando velhos, mas o envelhecimento n√£o pode explicar a atual epidemia de severa deteriora√ß√£o mental. O fato √© que o c√©rebro humano √© altamente suscet√≠vel em viver em uma sociedade moderna desenvolvida. Um estilo de vida deficiente, bem como dieta, estresse, fuma√ßa e poluentes ambientais, tudo isso danifica as c√©lulas fr√°geis do c√©rebro. O consumo de √°lcool e muitos medicamentos podem causar severa perda de mem√≥ria. Cada vez mais crian√ßas est√£o mostrando dificuldades comportamentais e de aprendizagem relacionadas √†s exposi√ß√Ķes por poluentes e tais dificuldades persistem na vida adulta.
Pessoas que abusam dos seus corpos através de uma dieta e de estilo de vida inadequados podem experimentar uma deterioração mental já na década dos trinta, e por muitos outros problemas, se tornam realmente notáveis durante a década dos quarenta. Essas pessoas que fazem coisas inadequadas com o corpo em determinados períodos da vida, estão em risco aumentado de severa deterioração cognitiva no futuro, a menos que elas assumam o compromisso de reconstruir a função cerebral.
O cérebro usa 20% da energia do corpo e requer constante oxigênio que recebe da corrente sanguínea, e usa aproximadamente 25% do oxigênio inalado. A fisiologia cerebral é altamente complexa e tem o poder de influenciar tudo que nós fazemos.
As unidades celulares fundamentais do c√©rebro s√£o chamadas neur√īnios. Neur√īnios possuem receptores que captam mensagens dos neurotransmissores, qu√≠micos no c√©rebro que viajam entre as c√©lulas. Esses neurotransmissores s√£o capazes de se ligarem a neur√īnios receptores e criarem atividades cerebrais espec√≠ficas. O processo √© complexo e a boa condi√ß√£o da prote√≠na e membranas celulares baseadas em lip√≠dios no c√©rebro √© essencial para seu sucesso.
Mudan√ßas nas membranas celulares ocorrem de momento a momento e s√£o unicamente afetadas pelos fatores tais como emo√ß√Ķes, dieta e o sistema imune. Mesmo as menores altera√ß√Ķes nesta membrana celular especializada podem ter consequ√™ncias nas habilidades dos neurotransmissores e produzir os efeitos desejados e podem causar doen√ßa. Serotonina, dopamina e norepinefrina s√£o os neurotransmissores conhecidos mais comuns.
O excesso ou a falta de neurotransmissores pode resultar em condi√ß√Ķes tais como depress√£o, ansiedade ou hiperatividade e podem contribuir para doen√ßas do c√©rebro tais como ou Alzheimer ou doen√ßa de Parkinson.
Uma dieta saud√°vel que atende as necessidades especifica do c√©rebro pode ajudar neur√īnios alcan√ßar um equil√≠brio qu√≠mico satisfat√≥rio.
O cérebro depende do fígado e trato gastrointestinal saudável para usar bem o alimento, para absorver nutrientes apropriadamente e liberá-los ao cérebro, para remover toxinas e manter a atividade apropriada do sistema imune.
Todos nos queremos um cérebro que seja saudável quando nós estivermos mais velhos, mas nos queremos também um cérebro que funcione em alta velocidade e eficientemente hoje.
O caf√© da manh√£ √© a mais importante refei√ß√£o do dia. Comece o dia com uma refei√ß√£o que √© baixa em gordura, alta em prote√≠na e baixa em carboidratos e a√ß√ļcar. Isso ajudar√° voc√™ a alcan√ßar o desempenho do pico mental durante o dia. Um estilo de vida que inclui amplo tempo de relaxamento, medita√ß√£o, exerc√≠cio apropriado e bom sono, tudo isso ajuda a regenerar e revigorar nosso estado mental, em suma a forma que n√≥s comemos pode n√£o somente nos ajudar a sermos mais inteligentes, alertas e com sucesso em nossas atividades mentais, mas tamb√©m mais equilibrados em nossas emo√ß√Ķes e comportamento.

Autor – Chuck Homuth
Fonte – http://www.cerebromente.org.br/n14/opinion/improving_p.htm

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Verão e Alimentação para Idosos

1/12/2017 - 19:48 Por:

Categoria(s): Dicas, Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflex√£o

Com os term√īmetros nas alturas e um sol de rachar, o ver√£o tem castigado os brasileiros, principalmente na faixa et√°ria entre 60 e 90 anos. Os idosos reagem de maneira diferente ao calor e √† baixa umidade. Pessoas idosas apresentam uma tend√™ncia a consumir menos calorias. E √© por isso que, especialmente no calor do ver√£o, devem se preocupar em seguir uma dieta equilibrada.

Na velhice há uma propensão a comer menos porque, de forma geral, é menos ativa fisicamente, diferencia menos os sabores, além de salivar menos e ter uma capacidade de mastigação inferior. O apetite diminui ainda mais no verão por causa do calor. As necessidades proteicas, calóricas e de lipídeos dos idosos não são muito menores que as necessidades de pessoas mais jovens. A nutrição no verão também não muda: alimentação leve, composta por frutas e verduras, e hidratação contínua, vale tanto para idosos, quanto para pessoas mais novas.

O que muda para os idosos √© a preocupa√ß√£o em estabelecer uma dieta compat√≠vel com as dificuldades de mastiga√ß√£o e degluti√ß√£o, ou de doen√ßas como a diabetes ou osteoporose. A ideia √© sempre buscar alimentos frescos e fugir dos processados, al√©m de consumir em m√©dia dois litros de l√≠quido ao dia e comer a cada tr√™s horas. Mesmo que n√£o esteja faminto, o idoso pode fazer uma refei√ß√£o leve, tendo em mente qualquer tipo de restri√ß√£o alimentar que possa ter, para n√£o agravar outras doen√ßas. √Č recomend√°vel ainda atentar para a perda de vitamina D ou B12, comuns √† faixa et√°ria.

Com o avan√ßo da idade sofrem altera√ß√Ķes naturais nos mecanismos de controle t√©rmico do organismo e de envio de est√≠mulos cerebrais relacionados √† sede, o que propicia quadros de desidrata√ß√£o. Na velhice, o organismo humano reduz a sua capacidade de regular sua pr√≥pria temperatura, por isso, as trocas de calor, que normalmente levam o sangue para todas as partes do corpo e aquecem os tecidos, ficam prejudicadas fazendo com que os idosos sintam mais frio do que os jovens. A percep√ß√£o de calor fica alterada, fazendo com que sintam frio mesmo expostos √† altas temperaturas. Para esquentar o corpo, os idosos optam por usar roupas mais pesadas e grossas que comprometem a hidrata√ß√£o do organismo.

Com o passar dos anos, nosso sistema nervoso central diminui ou deixa de enviar para o corpo os estímulos nervosos responsáveis pela sensação de sede e pelo controle da urina. Isso faz com que os idosos bebam pouca água, mesmo no verão, e urinem com bastante frequência. O problema é que bebendo pouca água e perdendo nutrientes e sais minerais através da urina e do suor, os idosos ficam desidratados. A consequência disso é mal-estar e cansaço.

Fonte: https://pbnutricaoblog.wordpress.com/

Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

*Educadora física, parceira da GeroVida no envio de artigos para o blog

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A Idade de Ser Feliz

23/11/2017 - 15:04 Por:

Categoria(s): Arte, Poesia, Reflex√£o

Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos 
e ter energia bastante para realiz√°-los
a despeito de todas as dificuldades e obst√°culos

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores
e entregar-se a todos os amores
experimentando a vida em todos os seus sabores
sem preconceito ou pudor

Tempo de entusiasmo e de coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo,
de novo e de novo, e quantas vezes for preciso

Essa idade, t√£o fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a dura√ß√£o do instante que passa …
… doce p√°ssaro do aqui e agora
que quando se d√° por ele j√° partiu para nunca mais!

Poema de Geraldo Eust√°quio de Souza

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Os Idosos s√£o capazes de aprender?

27/10/2017 - 10:39 Por:

Categoria(s): Dicas, Educação, Reflexão

Muitas pessoas acreditam que os idosos n√£o conseguem mais aprender algo novo. Qual sua opini√£o sobre isto? Infelizmente, isto √© uma cren√ßa err√īnea. Os idosos conseguem e devem obter novos aprendizados.

O ser humano aprende desde o nascimento at√© a morte; desse modo, a pessoa √© constantemente educada e estimulada. Os idosos, diante das viv√™ncias de cada etapa da vida, acumularam conhecimento e experi√™ncia, por isso, predisp√Ķem de um condicionamento natural e de aprendizagens anteriormente adquiridas; por√©m esse ac√ļmulo n√£o se esgota.

Estudar algo novo, al√©m de estimular as fun√ß√Ķes cognitivas pode, direta ou indiretamente, promover rela√ß√Ķes sociais. Ao estudar e aprender algo diferente, o idoso amplia e reformula o pensamento, al√©m de redimensionar e redirecionar fatos e a√ß√Ķes. Sendo assim, a educa√ß√£o √© um dos meios para vencer os desafios impostos pela idade e pela sociedade, propiciando aprendizado de novos conhecimentos e oportunidades.

Estrat√©gias persistentes e bem postas podem provocar novas convic√ß√Ķes e mudan√ßas. A problematiza√ß√£o do cotidiano e dos estere√≥tipos que permeiam o idoso, bem como a rela√ß√£o sobre si e o outro, podem conceder novas oportunidades para mudar. Ressalta-se que o intuito da aprendizagem √© a liberdade; ao conseguir libertar dos preconceitos e reconquistar a autonomia para escolher e para questionar e para julgar ideias impostas.

As metodologias utilizadas determinam o sucesso ou fracasso de uma atividade, bem como o desempenho intelectual do idoso. A metodologia de ensino deve privilegiar o idoso como protagonista de seu pr√≥prio aprendizado, numa rela√ß√£o participativa entre professor e aluno. Sob essa perspectiva, sugere-se a pedagogia participativa problematizadora como arcabou√ßo te√≥rico para facilitar o aprendizado dos alunos-idosos. Durante o processo educacional, deve-se encorajar uma apropria√ß√£o ativa e cr√≠tica, em vez do ac√ļmulo est√°tico de conhecimento por parte dos idosos. Os conte√ļdos discutidos precisam ter significado e relev√Ęncia.

A fruição, o gosto por aprender, a realização de sonhos e projetos de vida adiados, a necessidade de se sentir vivo, ativo, atualizado e inserido na sua comunidade fazem com que as pessoas idosas procurem sempre aprender algo. Esse aluno de escolher as atividades que melhor se adéquam aos seus objetivos. Deve poder buscar seu crescimento pessoal e coletivo. Os novos conhecimentos precisam ter um valor prático e relevante para a vida do aluno idoso.

Lembre-se de que sempre é tempo de começar e aprender algo novo!

O que você acha?

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Sexo na velhice

19/10/2017 - 12:37 Por:

Categoria(s): Curiosidades, Qualidade de Vida, Reflex√£o

Você já pensou sobre o tema sexo na velhice?

Você acha que os idosos deixam de ser sexualmente ativos?

Ao contrário de determinadas crenças, o idoso faz sexo sim!

Com o envelhecimento, altera√ß√Ķes fisiol√≥gicas podem ocorrer, mas o entendimento sobre o corpo e a sexualidade tamb√©m pode auxiliar na adapta√ß√£o das mudan√ßas corporais. Por isso, para quem ainda acha esse tema um tabu, o v√™ como vergonhoso, com inseguran√ßas e receios, faz-se necess√°rio buscar uma melhor compreens√£o sobre g√™nero, corpo, sexualidade e sociedade. Se voc√™ ainda tem este tipo de preconceito, pesquise, reflita e se abra para novas possibilidades…

Pense nisto!

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Contar Histórias

17/10/2017 - 12:38 Por:

Categoria(s): Curiosidades, Dicas, Educação, Reflexão

A dica de hoje da GeroVida faz bem tanto para quem conta, quanto para quem ouve a história!

Estimula a memória;
Instiga a criatividade;
Fomenta a imaginação;
Aguça a atenção;
Aprimora a linguagem;
Melhora a habilidade de escuta;
Promove a sociabilização;

Então vamos ler e contar histórias para todos.

Tem alguma história que marcou a sua vida? Compartilhe conosco!

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O Caminho da Vida

13/10/2017 - 10:35 Por:

Categoria(s): Arte, Poesia, Reflex√£o

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobi√ßa envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do √≥dio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a mis√©ria e mortic√≠nios.

Criamos a √©poca da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A m√°quina, que produz abund√Ęncia, tem-nos deixado em pen√ļria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

Charles Chaplin

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Corpo e Dança na Velhice

6/10/2017 - 12:41 Por:

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Reflex√£o

Uma marca da sociedade contempor√Ęnea √© a dificuldade em lidar com o envelhecimento; na maioria das vezes, a discrimina√ß√£o e o preconceito fazem com que os idosos n√£o se permitam vivenciar sua velhice de forma plena, expressiva e prazerosa.
 
Os idosos, em geral, demonstram ter vergonha de seu corpo e timidez para coloc√°-lo em movimento. No primeiro contato destas pessoas com a dan√ßa √© importante fazer com que percebam que existe beleza e capacidade em seus movimentos para que possam entrar em contato com sua autoimagem, refletindo sobre o pr√≥prio corpo e valorizando sua experi√™ncia corp√≥rea. Assim, uma das possibilidades de trabalho √© a t√©cnica da dan√ßa interna. Nesta t√©cnica, os participantes come√ßam o trabalho com os olhos fechados. Coloca-se uma m√ļsica envolvente e os participantes s√£o orientados a deixar que o movimento venha de dentro, que deixem a m√ļsica tocar l√° dentro da alma e que deixem o corpo se movimentar conforme os sentimentos que vierem a emergir com a m√ļsica. N√£o existe regra, nem certo e errado. A √ļnica regra √© deixar o movimento vir exclusivamente pelo sentimento que a m√ļsica provoca em seu ser. Realizar um trabalho art√≠stico de olhos fechados permite que os idosos possam agir de forma sens√≠vel, sem se preocuparem com os julgamentos que comumente encontram na sociedade e a√≠ o corpo flui, se movimenta livremente, com beleza e gra√ßa.
 
Mar√≠a Fux, bailarina, core√≥grafa e dan√ßaterapeuta argentina que j√° passou da oitava d√©cada de vida, realiza um trabalho com a dan√ßaterapia em v√°rias faixas et√°rias. Na velhice, em sua experi√™ncia, afirma que muitos idosos chegam √† dan√ßa ap√≥s um longo caminho de esquecimento e desencontros com seu pr√≥prio corpo, com uma hist√≥ria de sedentarismo, com posturas que os distanciam cada vez mais da flexibilidade natural, com tens√Ķes ps√≠quicas, preconceitos e medos enormes de se mostrar. A maioria se questiona se dan√ßar / se expressar √© algo que vale a pena, j√° que sentem que perderam toda possibilidade de express√£o e movimento no cotidiano. Muitos perguntam: Na minha idade, ser√° que eu posso? Ser√° que eu vou conseguir?
 
Pesquisas envolvendo dan√ßa e idosos (Patrocinio, 2010; Leal e Haas, 2006; D‚ÄôAlencar, 2006; Ueno et. al., 2012) comprovam as contribui√ß√Ķes desta atividade para a sa√ļde f√≠sica e mental dos sujeitos, principalmente no que se refere aos ganhos ligados √† for√ßa, ritmo, agilidade, equil√≠brio e flexibilidade.
 
A dança é capaz de produzir mudanças nas pessoas. O que o profissional faz é estimular as potencialidades que todas as pessoas possuem. Através do movimento, a dança possibilita à pessoa a se conhecer melhor, a entrar em contato com partes profundas de si mesma, com sentimentos muitas vezes difíceis de serem expressos verbalmente, e a explorar novas formas de ser e de sentir. Desta forma inicia-se uma modificação de forma fluida no ser idoso, que passa a se escutar sem julgamentos.
 
No entanto, temos sempre o desafio: como fazer com que os idosos menos experientes em dança se respeitem, respeitem o limite do próprio corpo e, principalmente, se aceitem como são? Feldenkrais (1984) afirma que para que a pessoa possa se orientar bem com seu corpo e expressividade, é importante que encontre um jeito de fazer os movimentos de maneira fácil, confortável e satisfatória. Além disto, o profissional pesquisa o que é necessário para a aprendizagem do aluno naquele momento e, através do circuito duplo do feedback, entre o aluno e o profissional, o aluno percebe um novo padrão de possibilidade.
 
De acordo com Goldfarb (1998) as limita√ß√Ķes corporais e a consci√™ncia da temporalidade s√£o problem√°ticas fundamentais no processo de envelhecimento, aparecendo de forma reiterada no discurso dos idosos. Corpo e tempo se entrecruzam no processo de cria√ß√£o em dan√ßa, e das formas desse entrecruzamento nascer√£o as m√ļltiplas possibilidades de expressividade no corpo que envelhece.
 
O conte√ļdo da dan√ßa, o movimento corporal, a expressividade, a reflex√£o com fins de cria√ß√£o, todo este conte√ļdo √© um instrumento importante na vida dos participantes, por proporcionar-lhes bem-estar f√≠sico, social e psicol√≥gico; estas pr√°ticas podem ser ben√©ficas para a sa√ļde, sendo considerada atividades que trazem satisfa√ß√£o pessoal, supera√ß√£o de limites e desenvolvimento de potencialidades e capacidades antes enclausuradas por nossa cultura social.
 
A dança pode, assim, contribuir para a qualidade de vida e para o envelhecimento saudável de adultos e idosos.
 
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Altera√ß√Ķes neurol√≥gicas fisiol√≥gicas ao envelhecimento afetam o sistema mantenedor do equil√≠brio

21/09/2017 - 14:07 Por:

Categoria(s): Qualidade de Vida, Reflex√£o

Altera√ß√Ķes neurol√≥gicas fisiol√≥gicas ao envelhecimento afetam o sistema mantenedor do equil√≠brio

A popula√ß√£o idosa no Brasil est√° cada vez maior e a expectativa de vida tende a apresentar valores crescentes1 (Figura 1). No entanto, ao contr√°rio do que se pensa, isso n√£o significa um incremento proporcional nos √≠ndices da qualidade de vida dos sujeitos. Esta aparente ambiguidade pode ser explicada pela influ√™ncia gerada a partir das altera√ß√Ķes fisiol√≥gicas ao envelhecimento e a incapacidade do Estado em fornecer maiores cuidados e aten√ß√£o, tanto no que concerne os n√≠veis f√≠sicos quanto os ps√≠quicos. Quando associado a dist√ļrbios motores, como for√ßa e equil√≠brio, tais altera√ß√Ķes muitas vezes s√£o incapacitantes, e apresentam um maior risco de morbi-mortalidade3. As altera√ß√Ķes causadas pelo envelhecimento est√£o relacionadas aos aspectos funcionais e ps√≠quicos do corpo humano. No primeiro caso, envolvem inputs sensoriais e rea√ß√Ķes (autom√°ticas, reflexas e volunt√°rias) motoras; no segundo, as altera√ß√Ķes envolvem as diversas fun√ß√Ķes cognitivas, mas n√£o impedem o indiv√≠duo de realizar as atividades cotidianas b√°sicas e instrumentais. Com objetivo de se quantificar as altera√ß√Ķes inerentes ao envelhecimento, bem como triar os casos de ‚Äúenvelhecimento saud√°vel‚ÄĚ em rela√ß√£o aos poss√≠veis casos patol√≥gicos, foram criados testes, avalia√ß√Ķes e instrumentos espec√≠ficos. Apesar da possibilidade de se constar altera√ß√Ķes em ambos os casos, as modifica√ß√Ķes n√£o se correlacionam na mesma magnitude quando comparado o idoso saud√°vel √†quele submetido a doen√ßas. Nos casos de altera√ß√Ķes patol√≥gicas em primeira inst√Ęncia ‚Äď ou seja, sem perdas funcionais importantes ‚Äď o quadro cl√≠nico muitas vezes √© potencializado pela intera√ß√£o entre os d√©ficits fisiol√≥gicos do envelhecimento e os causados por dist√ļrbios intercorrentes. Uma das caracter√≠sticas marcantes no processo de envelhecimento √© o decl√≠nio da capacidade funcional. For√ßa, equil√≠brio, flexibilidade, agilidade e coordena√ß√£o motora constituem vari√°veis afetadas diretamente por altera√ß√Ķes neurol√≥gicas e musculares. O comprometimento no desempenho neuromuscular, evidenciado por paresia, incoordena√ß√£o motora, lentid√£o e fadiga muscular, constitui um aspecto marcante neste processo. O desbalan√ßo entre a forma√ß√£o e a reabsor√ß√£o √≥ssea, que propicia o aparecimento de osteopenia e osteoporose, potencializa o risco de incapacidade na popula√ß√£o idosa7. Ainda em rela√ß√£o ao d√©ficit do sistema musculoesquel√©tico, podem-se notar efeitos delet√©rios significantes e associativos sobre a efici√™ncia em outros sistemas, como o respirat√≥rio, o sensorial e o vestibular. Tais modifica√ß√Ķes prejudicam a performance do sujeito, mesmo nas tarefas b√°sicas ‚Äď atividades de vida di√°ria b√°sicas, como nas complexas ‚Äď atividades de vida di√°ria instrumentais8. Particularmente em rela√ß√£o ao sistema vestibular, sua altera√ß√£o pode propiciar depend√™ncia funcional e exclus√£o social. Diante do anteriormente exposto, este trabalho teve como objetivo realizar uma revis√£o da literatura sobre as altera√ß√Ķes neurol√≥gicas do envelhecimento, especificamente no que se refere ao sistema mantenedor do equil√≠brio humano.

Fonte: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2010/RN1801/331%20revisao.pdf

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